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Sismo: Luta contra o tempo na China

Depois de tratado às feridas, bebé de 9 meses aguarda por avião que o levará para longe da zona de crise causada pelo sismo que ontem abalou a China

Stringer/Reuters

Último balanço do sismo na China aponta 617 mortos, 9 110 feridos, 313 desaparecidos e 100 000 desalojados. Salvamento é dificultado pelo frio, ventos fortes, ar rarefeito e frequentes réplicas

Socorristas continuavam hoje a remover os escombros das milhares de casas destruídas em Yushu, noroeste da China, tentando encontrar sobreviventes do sismo de quarta feira, cujo número de mortos já subiu para 617, disse a agência noticiosa oficial chinesa.  

Milhares de pessoas, incluindo quase dois mil soldados, estão envolvidas nas operações de salvamento, numa missão contra o tempo dificultada pelo frio, ventos fortes, ar rarefeito e frequentes réplicas. 

O sismo de quarta-feira de manhã, de 7,1 graus na escala de Richter, destruiu mais de 85% das casas de Jiegu, a sede da prefeitura de Yushu, situada a 4.000 metros de atitude, e um dia depois muitas pessoas continuavam soterradas. 

Zona pobre aguarda por apoio

O último balanço oficial indicava 617 mortos (quase dez vezes mais do que as primeiras estimativas), 9.110 feridos, 313 desaparecidos e cerca de 100.000 desalojados. 

Dez mil tendas foram já enviadas para a região e está a ser preparado o envio de mais 28.000, além de dezenas de milhares de peças de vestuário, cobertores e outros apoios. 

A prefeitura tibetana de Yushu fica situada numa pobre e isolada zona da província de Qinghai que confina com a Região Autónoma do Tibete e a província de Sichuan.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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