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Sindicatos belgas convocam greve geral para o dia do Conselho Europeu

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Sindicatos na Bélgica anunciaram greve geral para 30 deste mês, o mesmo dia em que se vai realizar o Conselho Europeu em Bruxelas.

Os principais sindicatos belgas anunciaram hoje a realização de uma greve geral a 30 de janeiro para contestar as políticas de austeridade do governo e da União Europeia, protesto que coincide com a realização em Bruxelas do Conselho Europeu.



"Um dia de greve geral a 30 de janeiro é necessário para convencer o governo e os empregadores que têm de ter em conta a realidade social dos trabalhadores e dos beneficiários do sistema social", defendem num comunicado conjunto os três sindicatos envolvidos no protesto, o socialista FGTB, o cristão CSC e o liberal CGSLB.



Os sindicatos já tinham admitido a convocação de uma paralisação geral, mas só agora confirmaram a realização do protesto.



No passado dia 22 de dezembro, a Bélgica paralisou devido a uma greve do sector público, que afetou sobretudo os transportes.

Contra política de austeridade

No dia 30 de janeiro, o protesto também deverá abranger o setor privado.



"Na sequência da política europeia de austeridade e de um crescimento económico dececionante, a frente comum sindical teme, na Bélgica, novas medidas de austeridade visando os trabalhadores e os beneficiários sociais", acrescentaram os sindicatos, na mesma nota informativa.



Face à ameaça de greve, os responsáveis europeus chegaram a considerar antecipar a realização do Conselho Europeu, inicialmente previsto para o dia 30 (segunda-feira), para 29 de janeiro (domingo).

Na semana passada, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, confirmou a realização da cimeira para o dia inicialmente previsto.



"A data e o local da cimeira informal dos membros do Conselho Europeu estão confirmadas para 30 de janeiro de 2012 em Bruxelas", referiu então Rompuy, num comunicado oficial.



A cimeira do final deste mês deve teoricamente abordar temas como o crescimento e a poupança, que têm sido preteridos da agenda devido à atual crise da dívida em diversos Estados-membros.