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Simulacro de sismo condiciona Lisboa, Setúbal e Santarém

Fugas de gás, incêndios, quedas de viadutos: a partir de hoje e até domingo o cenário vai ser de tragédia, durante um simulacro de tremor de terra para pôr à prova a Protecção Civil. (Veja PDF com informação pormenorizada de todas as operações e constrangimentos)

Paula Cosme Pinto*

Às 17h de hoje Lisboa, Setúbal e Santarém serão abaladas por um sismo que vai gerar elevados danos materiais e humanos. Embora se trate apenas de um simulacro para testar a capacidade de resposta da Protecção Civil, a confusão deverá estar lançada até meio da tarde de domingo, com estradas cortadas e evacuações em prédios de grande envergadura, como o Banco de Portugal e o Centro Comercial Colombo.

O cenário será de desgraça: desde a queda do viaduto em Alcântara-Mar ao risco de derrocada do hospital de Santa Maria, e ainda um incêndio numa bomba de gasolina em Alfama, a capital vai viver a simulação do caos absoluto. Para que a situação se torne o mais real possível, o trânsito vai estar congestionado com cortes em zonas-chave da cidade como, por exemplo, o Campo das Cebolas, o túnel do Marquês de Pombal e a Avenida de Ceuta.

Uma tragédia com mortos e feridos

A primeira simulação vai decorrer na praça de touros do Campo Pequeno, às 18h de hoje, com um camião de transporte de matérias tóxicas a ter um acidente e a derramar a carga. A partir daqui os cenários de tensão vão estender-se entre Lisboa, Setúbal e Santarém, baseados no sismo de 1909, em Benavente, de intensidade 6.6/6.7 na escala de Richter.

Alenquer, Samora Correia, Porto Brandão, Vila Franca de Xira, Barreiro, Almada e Sintra também vão ser alvo desta mega operação: fugas de gás, quedas de pessoas ao rio, rupturas de água e consequentes inundações, deslizamentos de terras, incêndios, derrocadas, feridos e até mortos, tudo poderá acontecer.

Neste exercício de três dias vão ser postas à prova comunicações terrestres, aéreas, móveis e serviços de emergência. Ao todo vão estar envolvidos no exercício 68 entidades, como os bombeiros, GNR, PSP, Aviação Civil, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, INEM e Forças Armadas.

No total, serão mobilizados 2750 profissionais dos serviços de emergência e 1798 figurantes. O resultado da simulação da tragédia aponta para 525 mortos, 7907 feridos graves e 9972 desalojados.