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Seguro critica Passos por não ter tomado decisão sobre a Madeira

"Eu ouvi o primeiro-ministro dizer palavras com as quais concordo em relação à situação da Madeira mas não ouvi o primeiro-ministro tomar nenhuma decisão em coerência com essas palavras por uma única razão", disse o secretário-geral do PS.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, criticou o primeiro-ministro por não ter tomado "nenhuma decisão em coerência com as palavras" sobre a situação da Madeira, acusando-o de ser "forte com os fracos mas fraco com os fortes". Durante o discurso num jantar que decorreu sábado em Valongo, António José Seguro - que contou com a companhia de Francisco Assis, ex-líder da bancada parlamentar socialista que nas últimas eleições internas concorreu contra o atual secretário-geral - salientou que "a única decisão" que Pedro Passos Coelho tomou sobre a omissão de dívidas públicas na Madeira foi a de dizer que não ia ao arquipélago em campanha eleitoral. "Pois bem, eu vou à Madeira porque eu não tenho receio de ir à Madeira defender as minhas causas, os valores do PS e de lutar ao lado dos socialistas madeirenses", enfatizou. O secretário-geral socialista considerou que "em Portugal, num estado de direito democrático, não pode haver regiões acima da lei e não pode haver um homem que manda mais do que as leis do país", referindo-se ao presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.

"Eu ouvi o primeiro-ministro dizer palavras com as quais concordo em relação à situação da Madeira mas não ouvi o primeiro-ministro tomar nenhuma decisão em coerência com essas palavras por uma única razão: porque Pedro Passos Coelho é forte com os fracos mas é fraco com os fortes ou com aqueles que ele julga que têm poder", criticou.

Questão de "valores e princípios políticos"

Na opinião de Seguro, "a maneira como Portugal, como as instituições do Estado de direito democrático e os órgãos de soberania lidarem com a situação na Madeira, revelará muito da natureza e da qualidade das nossas instituições e das pessoas que as ocupam". "O que está em causa nesta luta que encetei em relação à Madeira não tem a ver com eleições, não tem a ver com a votos, tem mais uma vez a ver com valores, com princípios e com um político que não se verga perante poderes fáticos que existem na sociedade portuguesa", sublinhou. E o secretário-geral deixou uma promessa perante as cerca de 600 pessoas que esta noite se juntaram em Valongo: "o combate pela democracia e pela existência de um Estado de direito na Madeira será um combate que me vai acompanhar ao longo de toda a minha liderança no PS, independentemente de saber se há eleições ou não". À tarde, aos jornalistas, o socialista já tinham dado a garantia de que se "Alberto João Jardim fosse o candidato do PS às eleições na Madeira já lhe tinha retirado a confiança política".