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Secretas chamadas à diplomacia económica

Braga de Macedo defende "liderança muito clara do PM" na diplomacia económica. Que deve passar a ser "prioridade" para o SIS e o SIED. AICEP fica no MNE mas "os grandes investimentos privados" passam para a alçada de Passos.

Ângela Silva (www.expresso.pt)

A diplomacia económica deve ser "inscrita pelo Conselho Superior de Informações nas prioridades do SIED e do SIS", defende o estudo encomendado pelo primeiro-ministro ao grupo de trabalho coordenado por Jorge Braga de Macedo, que hoje foi divulgado em S. Bento.

Numa conferência de imprensa conjunta com os seis membros do grupo, Braga de Macedo anunciou um dos consensos alcançados: que a diplomacia económica deve passar a ter "uma liderança muito clara do primeiro-ministro, porque muitas vezes há rivalidades entre Ministérios". De acordo com os vários cenários avançados pelo grupo (que não fecha a solução final no que toca à articulação entre os serviços hoje existentes, deixando em aberto fusões entre eles), o AICEP (agência do comércio externo) deve ficar no MNE. Mas será criado um gabinete, sob a alçada do PM, dedicado "aos grandes investimentos privados".

Em todos os cenários estudados, segundo explicaram Braga de Macedo, Campos e Cunha e o embaixador António Monteiro, há três pontos consensuais: o topo da pirâmide da diplomacia económica é ocupado pelo primeiro-ministro; o ministro dos Negócios Estrangeiros gere o AICEP (podendo aqui haver partilha com a Economia), e os embaixadores ficam com a coordenação da rede externa.

O grupo - que Braga de Macedo referiu ironicamente como "um grupo de seis homens bons", que passaram o mês de Agosto a trabalhar neste projecto - propõe ainda a criação da figura do "embaixador itinerante", a cargo de figuras de destaque que reportarão ao PM.