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Salão Erótico do Porto: "O sexo não tem crise"

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Quinta edição do Eros Porto já abriu, no pavilhão multiusos de Gondomar, e é "o único evento deste género em Portugal este ano."

A quinta edição do Eros Porto abriu hoje as portas do pavilhão multiusos de Gondomar a um público que, ainda escasso ao longo da tarde, deu de caras com uma edição mais educativa perante o sexo.

Em termos de conteúdos, o festival erótico "até tem crescido", disse à Lusa Júlio Simón, da organização, sobretudo porque acabou por ser "o único evento deste género em Portugal este ano", pelo que "todas as energias que há entre o Porto, Lisboa e Portimão concentraram-se em 2012 em Gondomar".

Mas esta edição prima sobretudo pelo seu cariz "didático" que proporciona verdadeiras aulas práticas de educação sexual no stand da Escola de Sexo, uma empresa espanhola que demonstra vários "truques", segundo Júlio Simón, para uma maior "contenção e controlo durante o sexo", assim como para "coincidir com o parceiro ou parceira, ou simplesmente ter um prazer maior." "Queremos que se veja esta coisa e não só que a expliquem", prosseguiu o organizador, para concluir que "uma imagem vale mesmo mais que mil palavras", pelo que "o público poderá sair do evento a saber mais uma ou duas coisas sobre a sua sexualidade que desconhecia ao entrar".

"Erotismo ajuda pelo menos a viver a crise de outra maneira"

"O que fazemos é ensinar um pouco como se roda um filme, mas também posturas sexuais, sexo oral, um pouco de tudo e para toda a gente", explicou Raquel Abril, representante da "Escola de Sexo", para quem "o

erotismo ajuda pelo menos a viver a crise de outra maneira, com mais tranquilidade - o sexo sempre relaxa".

Apesar de admitir que a indústria do sexo teve também que se adaptar aos tempos, Esmeralda Rose, prestes a regressar a mais uma sessão de strip-tease, garante à Lusa que sobrevive "bastante bem".

A atriz e bailarina exótica espanhola tem que afastar-se um ou dois passos para que o seu peito não atinja o microfone durante a entrevista, mas consegue explicar à Lusa que "desde que deixaram de fazer vídeos

para DVD como faziam, agora que toda a gente tem internet, as 'webcams' acabaram por se transformar num recurso muito importante para as atrizes pornográficas".

"As pessoas podem interagir connosco, pedir que façamos coisas, tudo sem sair de casa, incluindo nós", concluiu, para voltar a contorcer-se no varão.

"Comecei nesta indústria há cerca de ano e meio e desde então nunca mais parei, entre festivais, espetáculos, tem sido tudo perfeito, na verdade", conta à Lusa Carolina Abril, enquanto ajeita a pequena lingerie em que passeia pelo recinto "Devo ter uma estrela que me segue, porque não me tocou em nada a crise, menos mal", conclui.

"O sexo não tem crise"

Também para a porta-voz do evento, Erica Fontes, "o sexo não tem crise", até porque o seu objetivo será fazer "com que as pessoas a esqueçam", algo que Júlio Simón corrobora ao considerar que "o papel da indústria do sexo e do erotismo é fundamental em tempos de crise, não porque vá solucionar algo, porque não vai, mas para o bem-estar psicológico das pessoas".

Esmeralda Rose, ainda a debater-se com o tamanho do próprio peito, confirma: "o sexo nunca está em crise. E nunca deveria estar. É certo que a falta de recursos económicos fazem com que as pessoas consumam menos, mas o sexo vai vender sempre." O Eros Porto prossegue até dia 12 de fevereiro com mais de 700 espetáculos previstos, divididos por dez palcos.