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Rebelo de Sousa defende demissão de Miguel Relvas

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Caso fique provado que Miguel Relvas pressionou uma jornalista do "Público", Marcelo Rebelo de Sousa defende que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares deverá demitir-se.

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares deverá demitir-se caso fique provado que Miguel Relvas pressionou uma jornalista do "Público", defendeu ontem à noite na TVI o comentador e conselheiro de Estado Marcelo Rebelo de Sousa.

"Ou prova-se que o ministro não pressionou, não ameaçou com blackout e menos ainda falou de dados da vida privada da jornalista - e então Miguel Relvas tem esta frente fechada -  ou no caso extremo prova-se a coisa mais grave que é ele ter falado a um editor dos dados privados da vida da jornalista, e aí é muito difícil um ministro continuar em funções", disse.

No seu habitual comentário na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa estabeleceu ainda um outro cenário em que o ministro, que tutela a comunicação social, não tendo falado dos dados da vida privada da jornalista Maria José Oliveira, pressionou, no entanto, a sua editora. Neste caso, na opinião do comentador político e conselheiro de Estado, o ministro não terá de "sair do Governo mas fica em situação fragilizada.

"Manobra de diversão"

Numa nota de redação ontem divulgada, a direção editorial do "Público" acusa Miguel Relvas de fazer uma "manobra de diversão" ao ter enviado para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) uma exposição de cinco páginas onde questiona a qualidade da investigação ao "caso das secretas", mas onde "nada diz sobre a substância deste caso, a inadmissível promessa de retaliações à jornalista e ao jornal caso a investigação em curso sobre as suas relações com Jorge Silva Carvalho, ex-chefe do Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa".

Citando o documento remetido pelo ministro, por correio eletrónico, logo na sexta-feira, dia 19, em que Relvas alega que foram publicadas "várias peças noticiosas tendentes a construir uma narrativa que os factos não confirmam em pormenores decisivos", a direção do "Público" afirma que "não é a qualidade da investigação sobre o caso das secretas que está em causa, mas a tentativa de intimidação à jornalista que a conduziu".

A ERC começará esta semana a analisar as alegadas pressões exercidas por Miguel Relvas sobre a jornalista Maria José Oliveira.