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Reações à entrevista de Passos Coelho

Primeiro-ministro deu esta noite uma entrevista à RTP1.

PSD: Passos enfrentou com toda a verdade 'buraco' financeiro

O PSD elogiou hoje o primeiro-ministro e presidente do partido, por ter "enfrentado com toda a verdade" a questão do 'buraco financeiro' da Madeira e voltado a assumir o combate ao "défice excessivo" como primeira prioridade.

O elogio partiu do vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata Carlos Abreu Amorim, numa reação à entrevista de Passos Coelho à RTP1.

Em declarações à Agência Lusa, o deputado disse que o chefe do Governo "enfrentou a questão" do 'buraco' nas contas da Madeira "com toda a verdade, firmeza e transparência", admitindo que "a situação é grave e tem de ser investigada".

CDS-PP elogia entrevista "franca e esclarecedora"

O CDS-PP considerou hoje que a entrevista do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho foi franca e esclareceu todos os portugueses relativamente aos sacrifícios que têm de fazer e às medidas que irão ser tomadas pelo Governo.

Em declarações à Agência Lusa, o deputado centrista Nuno Magalhães, que reagia à entrevista esta noite de Passos Coelho à RTP 1, elogiou o primeiro-ministro pela sua franqueza e também pela sua tomada de posição relativamente à questão do "buraco financeiro" da Madeira.

"Foi franca porque o senhor primeiro-ministro, tal como sempre fez o CDS-PP, qualificou de grave as irregularidades ocorridas na Madeira e a necessidade de Portugal fazer reajustamentos face a um comportamento inadmissível daquilo que se passou no arquipélago", apontou.

PS aponta posição "dúbia" sobre Madeira

O PS afirmou hoje que Passos Coelho teve uma "posição dúbia" sobre a Madeira ao não retirar o apoio do PSD à candidatura de Alberto João Jardim, após ter anunciado que não participará na campanha eleitoral.

"Reconheço que o primeiro-ministro fez uma análise correta do dano que o comportamento do Governo regional provocou a todos os portugueses, mas é inexplicável o facto de continuar a apoiar a candidatura de Alberto João Jardim", afirmou à agência Lusa o líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho.

Num comentário à entrevista dada hoje pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, à RTP1, o presidente do Grupo Parlamentar do PS considerou que o chefe do Governo "foi corajoso enquanto primeiro-ministro, ao reconhecer o forte dano que o comportamento de Alberto João Jardim está a provocar mas muito fraco enquanto líder do PSD, porque se sente desconfortável em ir fazer campanha à Madeira, mas fica confortável com o facto de este ser o candidato apoiado pelo PSD".

Para Carlos Zorrinho esta é "uma atitude dúbia" e só retirando o apoio à candidatura de Jardim é que Pedro Passos Coelho "teria autoridade moral para continuar a exigir unidade de todos os portugueses nesta altura de sacrifícios".

PCP critica "exercício de cinismo"

O primeiro-ministro, Passos Coelho, fez, esta noite, "um exercício de cinismo" e assumiu uma "atitude de quem está comprometido com os interesses dos grandes grupos económicos", afirma o PCP, em declarações à Agência Lusa.

Jorge Cordeiro, da comissão política do Partido Comunista, afirmou que o primeiro-ministro mostrou "a intenção de manter o rumo da vida política nacional que condena o País à recessão e ao declínio económico e milhões de portugueses ao empobrecimento".

Para este dirigente do PCP, "o que se impõe é, não apenas exigir o abandono deste caminho sem saída para o País, mas uma mobilização de indignação e protesto por parte dos portugueses" afetados pelas medidas do Executivo, no sentido do "abandono deste programa".

BE: Primeiro-ministro "sem ideias" para desafios do País

João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, considera que o primeiro-ministro não avançou "uma ideia" para responder aos "principais desafios" atuais do País e "o que disse foi preocupante".

Em declarações à Agência Lusa, João Semedo afirmou que Passos Coelho, "durante uma hora, não teve uma ideia, uma proposta para os principais desafios do País, que são o crescimento da economia e a criação de emprego".

O deputado bloquista sublinhou que "sobre isso nada disse, e o que disse foi preocupante, foi anunciar venda ao desbarato das empresas públicas, admitindo vendê-las, se necessário fosse, por apenas um euro, anunciando redução da taxa social única [TSU], que terá como inevitável consequência o aumento do IVA" [imposto sobre o valor acrescentado).

CAP: eliminação taxa intermédia IVA seria grande machadada

O presidente da CAP disse hoje que setor do vinho seria o mais afetado da produção agrícola pela possível eliminação da taxa intermédia do IVA e sentiria uma "grande machadada" caso tal viesse a acontecer.

"Achamos que é uma má medida, não só para os consumidores e produtores portugueses, como também para o Governo, porque baixando drasticamente o consumo em vez de se arrecadar mais receita em IVA, vai-se arrecadar menos", afirmou o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, à Agência Lusa.

O dirigente da CAP lembrou, ainda, que "Portugal é dos poucos países europeus que tem uma taxa intermédia, uma vez acabando com ela nunca mais a pode criar". Acrescentou que já fez "sentir ao Governo que seria uma grande machadada no setor do vinho, que é um setor que é forte e exporta mais de 600 milhões de euros por ano".

Os produtores de vinho, que são mais de 200 mil segundo João Machado, vão ressentir-se de uma tal decisão, contribuindo para agravar a situação do País, pelo que "o Estado tem que ter muito cuidado quando mexe nas taxas ao consumo numa altura em que a economia já está com tantas debilidades".