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Rangel apoia Marcelo para líder do PSD

Paulo Rangel não se candidata à presidência do PSD, apoia Marcelo e diz que o partido "tem o dever de o fazer vir a ser líder". A onda a puxar pelo professor começou esta noite.

Ângela Silva (www.expresso.pt)

"Marcelo Rebelo de Sousa tem condições para ser um líder excepcional e o partido tem o dever de o fazer vir a ser líder", afirmou Paulo Rangel em entrevista à RTP.

O ex-líder parlamentar do PSD esclareceu que não será candidato - "digo peremptoriamente que não estou na corrida", afirmou a Judite de Sousa -, e justificou a sua posição com o facto de ter sido eleito euro-deputado há apenas três meses: "Seria um mau sinal dado à democracia. Ninguém compreenderia".

A onda pró-Marcelo arrancou esta noite em força nos media, com José Luís Arnaut a reafirmar os argumentos de Rangel, quase em simultâneo, na SIC/Notícias: "Temos todos de criar as condições para que Marcelo Rebelo de Sousa seja o próximo líder do PSD. Ele é a pessoa com melhores condições para unir o partido". Alexandre Relvas também tomará posição esta noite na Rádio Renascença.

O argumento com que este sector do partido espera convencer Marcelo a avançar foi, no essencial, lançado por Paulo Rangel na RTP quando afirmou que "um partido que tem uma pessoa como Marcelo não pode desperdiçá-la". Apesar de divergir do professor numa questão de fundo como é a viabilização ou não do próximo Orçamento de Estado - Marcelo acha que o PSD deve viabilizar o OE, Rangel acha que não" - Paulo Rangel já começou a campanha a favor do professor e contra Pedro Passos Coelho.

"Pedro Passos é alguém que se afirmou como candidato há dois anos e a única coisa que fez foi promover a sua candidatura", atacou Rangel.

Marcelo afirmou na semana passada, nos Gato Fedorento, que depois de ver o fraco apoio à sua proposta de unidade no partido concluíu que o partido "quer ringue". E anunciou: "Ao ringue não vou". A esperança deste sector do partido é que seja possível revisitar 1996, quando o professor disse: "Nem que Cristo desça à Terra". E acabou candidato