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Ramos-Horta deverá perder eleições em Timor-Leste

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A contagem dos votos já decorre em Timor-Leste, mas os resultados só ficarão totalmente apurados segunda-feira. Dois candidatos destacam-se e nenhum deles é o atual Presidente da República timorense.

Anabela Natário (www.expresso.pt)

O atual Presidente Ramos-Horta deverá ficar pelo caminho enquanto Taur Matan Ruak e Lu Olo irão disputar a segunda volta das eleições presidenciais de Timor-Leste que, a acontecerem, têm a data marcada para 14 de Abril. Mas ainda estão muitos votos por contar.

De acordo com a contagem feita até à 1h30 de domingo em Timor (16h30 em Portugal), o ex-chefe das Forças de Defesa (Falintil), apoiado por Xanana Gusmão, tem já 60928 e Francisco Lu-Olo Guterres,  também antigo guerrilheiro e ex-presidente da Fretilin, 58402. 

José Ramos-Horta conta apenas 27115 e Fernando Lasama de Araujo, presidente do Parlamento timorense, 25792. A grande distância encontram-se os outros oito candidatos, sendo José Luís Guterres, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação líder da Frente Mudança, o mais próximo dos primeiros com 3242 votos. Para evitar uma segunda volta, seria necessário um vencedor com mais de 50% dos votos.

"É grande a expectativa sobre o resultado destas eleições. Só depois de amanhã (segunda-feira em Portugal) teremos resultados finais. Mas, a esta hora, é possível especular-se sobre quem vai à segunda volta: Lu Olo e Taur Matan Ruak ou Lu Olo e Ramos Horta", disse ao Expresso Ângela Carrascalão, residente em Timor.

Votação em "ambiente sereno" e concorrida apesar da chuva 

O resultado é importante mas, para a irmã de João Carrascalão, o histórico dirigente da União Democrática Timorense falecido no dia 17 de Fevereiro aos 65 anos, "até então, o que importa é realçar o ambiente sereno em que decorreu a votação".

"Nem o mau tempo que assolou o país de norte a sul demoveu os eleitores de se fazerem à estrada, com poucos transportes, más comunicações e uma imensa vontade de participar!", realça.

"Acho que já nem vale a pena dizer que os timorenses supreenderam uma vez mais pela maturidade demonstrada! Por isso me atrevo a dizer que, ganhe quem ganhar, será de certeza o Presidente de todos os timorenses e por eles assim será aceite!", remata Ângela Carrascalão, que fez campanha por TMR, como também é conhecido Taur Matan Ruak.

Mais de 625 mil eleitores foram chamados hoje para eleger, entre 12 candidatos, o terceiro Presidente de Timor-Leste, desde a restauração da independência a 20 de Maio de 2002.