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PSP volta a abrir portas a novos agentes em 2013

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"Apesar das dificuldades que o país atravessa", vão continuar a ser admitidos novos agentes da PSP para formação, anunciou hoje o ministro Miguel Macedo.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou hoje que, em 2013, e "apesar das dificuldades que o país atravessa", vão continuar a ser admitidos novos agentes da PSP para formação, não tendo avançado ainda números.

Na cerimónia de comemoração do 145.º aniversário da PSP do Porto, Miguel Macedo sublinhou que a produção eficaz de segurança depende de fatores como "a capacidade operacional das forças de segurança, baseada em profissionalismo, tecnicidade e disciplina, as condições de trabalho dos profissionais da polícia por forma a promover a eficiência na organização e a moralização dos seus profissionais, na garantia regular e continuada de recrutamento e formação de novos agentes".

"Apesar das dificuldades que o país atravessa, no próximo ano, em 2013, vamos fazer exatamente o que fizemos este ano: vamos continuar a admitir para formação novos agentes da Polícia de Segurança Pública. Consideramos que isso é essencial para uma instituição como a Polícia de Segurança Pública", anunciou o ministro da Administração Interna durante o seu discurso.

Interromper ciclo de dois anos

No final, questionado pelos jornalistas, sobre o número de agentes a ser admitidos em 2013, Miguel Macedo respondeu que "neste momento" estão a ser ultimados os dados, "porque eles depois vão ser públicos, no momento em que apresentarmos o Orçamento do Estado", tendo avançado que o número de agentes não vai diminuir.

"Agora nós fizemos este ano e vamos fazer para o ano, outra vez, vamos interromper aquele ciclo de que só de dois em dois anos, em regra, é que entravam elementos para a Polícia de Segurança Pública e entravam mil de cada vez. Eu sempre disse que eu pretendia outro sistema, que era entrar todos os anos, embora menos, como é evidente, de acordo com as necessidades da Polícia de Segurança Pública e, apesar das dificuldades, é isso que vamos fazer no próximo ano outra vez", explicou.

Na opinião do governante, "a capacidade operacional da Polícia de Segurança Pública está, de resto, bem expressa nos números", tendo sublinhado que os indicadores do primeiro semestre deste ano do Comando Metropolitano do Porto "são bem encorajadores quando comparados com o primeiro semestre do ano passado, apontando para uma redução da criminalidade geral na ordem dos seis por cento e de mais de 12 por cento de redução no que toca à criminalidade violenta e grave".

"Sei bem que o mero enunciado de estatísticas, por si, não resolve o sentimento de insegurança que persiste em muitos dos nossos concidadãos. (...) Tenho também insistido na necessidade de garantir proximidade e visibilidade", acrescentou ainda.