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PSD explica como poupar €1700 milhões

95 milhões de euros em consultores e 60 milhões em comunicações são dois exemplos. PSD desafia Governo a cortar nos desperdícios do Estado.

Ângela Silva (www.expresso.pt)

O ministro Vieira da Silva não fez a coisa por menos. Considerou as propostas do PSD para cortar 1700 milhões na despesa pública como "uma mão cheia de nada", garantindo que o que o líder parlamentar do PSD hoje anunciou na Assembleia da República não tem nada de novo relativamente ao que o Governo já prevê fazer no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Miguel Macedo explicou como é que o PSD cortaria 1700 milhões de "desperdícios" do Estado: 60 milhões em comunicações, 95 milhões em consultoria e estudos, 40 milhões com o uso obrigatório de open-software e 1500 milhões em aquisição de bens e serviços.

"O problema do défice português é despesa a mais não é receita a menos", afirmou o líder da bancada social-democrata. Miguel Macedo acusou ainda o Governo de José Sócrates de ter passado o ano de 2009 "a meter dinheiro em todo o lado" por causa das eleições.

Evitar aumento de impostos

Em resposta ao deputado do PSD, Vieira da Silva, o ministro da Economia, classificou as propostas sociais-democratas de "encenação" e garantiu que "se eslas têm algo de bom é já estarem previstas no PEC".

Miguel Macedo insistiu: "é o Tribunal de Contas que diz que há muito desperdício no Estado. Só na Saúde são 20 a 30% de desperdício", afirmou o deputado, comentando que "uma maioria que não valoriza estes cortes mas que se mostra muito afoita no aumento de impostos é uma maioria sem norte".

Evitar o aumento de impostos decorrente dos cortes nas deduções fiscais para a classe média previstos no PEC é o objectivo anunciado pelo PSD para justificar as poupanças hoje propostas.