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PSD e PS trocam acusações em debate sobre corrupção

No debate parlamentar de hoje, Fernando Negrão (PSD) acusou socialistas de "sobranceria face às iniciativas das outras forças políticas" e Ricardo Rodrigues devolveu que o PS "não aceita lições de ninguém sobre matéria de corrupção".

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O PSD acusou hoje o PS de manifestar uma "atitude de sobranceria face às iniciativas das outras forças políticas" no âmbito do combate à corrupção, dizendo que as nove iniciativas legislativas apresentadas pelos socialistas só deixam "perplexidades". 

Numa intervenção na Assembleia da República, o deputado social democrata Fernando Negrão lançou críticas à bancada socialista pelas "sucessivas resistências no que respeita a iniciativas concretas e exequíveis no combate à corrupção".

"O PS agora encheu-nos o olho, apresentando oito projetos de lei e um projeto de resolução, acontecendo porém que para além de não nos trazer nada de novo, o que nos deixa são perplexidades com algumas das soluções encontradas", afirmou Fernando Negrão. "O PS tem de se convencer que adiou, por anos, um combate sério e rigoroso à corrupção e que isso causou graves danos à economia, à credibilidade das autoridades e à qualidade da democracia", acrescentou. 

PS acusado de criar sistema de castas de arguidos

Num discurso onde frisou que foi o PSD que "decidiu avançar" com a comissão eventual para o acompanhamento da corrupção, o deputado questionou se o PS pretende "criar um sistema de castas no que aos arguidos diz respeito", ao propor "um limite temporal de 365 dias à suspensão obrigatória do mandato de titular de órgão das autarquias locais com a acusação definitiva por crime doloso punível com pena superior a três anos de prisão ou crime de responsabilidade". 

"Terá o PS desistido de reformar o sistema de Justiça, designadamente, no que respeita à sua celeridade, criando um mecanismo que privilegia titulares de órgãos eletivos?", interrogou. 

No crime urbanístico, Fernando Negrão afirmou que os socialistas vêm propor "a punição de quem constrói, esquecendo-se da punição do principal protagonista e que é o dono da obra, aquele que manda construir". 

O deputado e vice presidente da bancada do PSD acusou ainda o PS de "falta de coragem" na tributação das mais valias urbanísticas, por "remeter para o Governo uma matéria que é da competência da Assembleia da República".

Fernando Negrão sem "autoridade moral para falar de alto"

Na resposta ao maior partido da oposição, o socialista Ricardo Rodrigues acusou o PSD de estar "mais preocupado em combater o PS do que em combater a corrupção". "O PS não aceita lições de ninguém sobre matéria de corrupção e maneira altiva do senhor deputado naquela tribuna foi lamentável (...) é preciso ter autoridade moral para falar de alto nas funções públicas", afirmou, em tom crítico. 

O deputado do PS sublinhou que a sua bancada "continuará o caminho da humildade, da convicção das suas razões" e que os "ataques pessoais não criam clima nem espírito para encontrar consensos na Assembleia da República", lembrando que o seu partido vai viabilizar todas as propostas apresentadas.

Já Fernando Negrão disse ver "nervosismo" na intervenção de Ricardo Rodrigues e acusou-o de "roçar a fronteira do pessoal". "Acho lamentável a intervenção que acaba de fazer, não versou sobre as iniciativas nem sobre as nossas críticas, que foram feitas em termos técnicos e políticos, não temos de estar preocupados com nível de sensibilidade de vossa excelência, o PS pelo historial destas discussões em plenário tem muito a aprender em matéria de corrupção", atirou. 

"A arrogância está do vosso lado, a humildade esteve sempre do lado dos partidos da oposição ", acrescentou. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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