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PS abstém-se na moção de censura ao Governo

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Os socialistas dizem não estar do lado do Governo,  mas defendem que a moção de censura do PCP não contribuiria em nada para resolver os problemas dos portugueses.

O PS anunciou hoje que vai abster-se, na segunda-feira no Parlamento, na votação da moção de censura do PCP ao Governo, alegando que está contra uma crise política, mas que também é oposição ao Executivo.

A posição dos socialistas foi transmitida aos jornalistas pelo líder parlamentar, Carlos Zorrinho, no final de uma reunião da Comissão Política do PS, que durou cerca de três horas.

Carlos Zorrinho referiu que, durante a Comissão Política do PS, não houve votação sobre o sentido de voto dos deputados socialistas face à moção de censura do PCP, mas adiantou que a opção pela abstenção "foi consensual".



Evitar crise política



"O PS é oposição a este Governo, mas não deseja uma crise política e não acompanha as propostas de criar esse contexto de crise política feita por um partido [o PCP] que não tem qualquer alternativa construtiva para o país. Por isso, o PS vai abster-se na votação da moção de censura que foi apresentada pelo PCP", declarou o líder parlamentar socialista.

Interrogado sobre o motivo que leva os socialistas a afastarem a possibilidade de votarem contra a moção de censura do PCP, uma vez que estão contra a fundamentação desta iniciativa, Carlos Zorrinho referiu que "o PS se assume como oposição ao Governo".



Moção não resolve nada



"Há muitas razões para censurar o Governo e a política que está a ser posta em prática não é uma boa política. O PS não está ao lado do Governo, mas é construtivo e a moção de censura do PCP não contribuiria em nada para resolver os problemas dos portugueses", advogou.

Confrontado com a acusação do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, de que o PS está "em cima do muro", Carlos Zorrinho rejeitou e contrapôs: "O PS está no centro das preocupações das pessoas".

"Há em Portugal três espaços políticos marcados: o da direita seguidista, sem capacidade de desenvolvimento do país; o de uma esquerda retórica sem propostas construtivas; e o do PS, partido que nos planos europeu e nacional luta para criar melhores condições para o futuro do país", acrescentou.