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Prostituição: Cuba quer penalizar os clientes

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Cuba deverá penalizar os clientes em vez dos trabalhadores sexuais, com vista a combater a prostituição.

Cuba pretende seguir o exemplo da Suécia no combate à prostituição, ao penalizar os clientes em vez dos trabalhadores sexuais, afirmou hoje a sexóloga cubana, Mariela Castro, que dirige o Centro Nacional de Educação Sexual.

"A Suécia realizou um trabalho impressionante e, em Cuba, somos a favor da experiência sueca", acrescentou Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, numa entrevista difundida no YouTube, após uma visita à Holanda, durante a qual visitou o Bairro Vermelho, em Amesterdão, onde funcionam legalmente casas de prostituição.

Segundo a responsável, citada pela agência AFP, "a experiência holandesa não é realizável em Cuba", contrapondo a "prática sueca, que, desde 1999, penaliza o cliente e despenaliza o trabalhador sexual".

Debate em janeiro

Mariela Castro referiu que o debate sobre a prostituição em Cuba será abordado no 6.º Congresso de Educação, Orientação e Terapia Sexual, de 23 a 26 de janeiro, e na Convenção do Partido Comunista de Cuba, que se reunirá posteriormente.



A legislação cubana não reprime a prostituição em si, mas sanciona o proxenetismo.



Severamente combatida pelo regime de Fidel Castro, irmão do atual presidente, a prostituição reapareceu em Cuba com a grave crise económica subsequente à queda do bloco soviético, no início da década de 90.