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Primeira-ministra dinamarquesa envolta em polémica

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Helle Thorning-Schmidt com o marido, Stephen Kinnock, à porta de casa, depois de ter vencido as eleições

Martin Sylvest/Reuters

A primeira mulher a chefiar um Governo na Dinamarca tem estado ocupada a desmentir rumores sobre a sua vida: que o marido é homossexual e que o casal foge aos impostos.

Ainda não está no Governo há uma semana, mas já tem sido notícia pelas piores razões. Helle Thorning-Schmidt, a primeira mulher a chefiar um Governo na Dinamarca, não tem tido vida fácil nos primeiros dias no novo cargo, depois de ter ganho as eleições como líder do bloco de centro-esquerda.

Os tablóides dinamarqueses noticiaram a alegada homossexualidade de Stephen Kinnock, marido da primeira-ministra e filho de Neil Kinnock, ex-líder do Partido Trabalhista Britânico. Rumor que Thorning-Schmidt se viu forçada a desmentir, um dia antes das eleições. "Só posso dizer que não é verdade. É muito desagradável que os jornais publiquem esse tipo de rumores. É também muito incómodo para a minha família e para as minhas filhas, e grotesco", explicou, citada pelo "El País".

Mora na Suíça ou na Dinamarca?

Mas os escândalos continuam. Os tablóides dizem que o casamento de ambos - que dura há 15 anos - serve não só para disfarçar a homossexualide de Stephen Kinnock, mas também para fugir aos impostos. Isto porque o marido de Helle Thorning-Schmidt é presidente do Fórum Económico Mundial e vive na Suíça, país onde o pagamento ao fisco é muito mais baixo do que na Dinamarca.

De acordo com a imprensa, Kinnock declarou o seu salário de €130 mil na Suíça e surgia como "não residente" na Dinamarca, onde dizia só passar 33 fins de semana por ano. Contudo, em plena campanha eleitoral, no ano pasado, quando o casal quis comprar uma casa de mais de €500 mil em Copenhaga, Thorning-Schmidt - também conhecida como "Gucci-Helle", pelo gosto luxuoso no vestuário - assegurou que o marido passava todos os sábados e domingos em casa.

Mais tarde, viu-se forçada a admitir que tinha cometido "alguns erros" na informação que tinha prestado à comunicação social. Para mitigar o escândalo, Stephen Kinnock pediu uma licença no trabalho para regressar à Dinamarca e, durante as eleições, o casal deixou-se fotografar e entrevistar dentro do seu lar pela primeira vez.