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PR: limites aos sacrifícios não devem "estar muito longe" (vídeo)

Cavaco Silva admitiu que os limites aos sacrifícios pedidos aos portugueses não devem "estar muito longe", mas frisou que se refere ao "cidadão comum". PR não quis comentar a alegada espionagem a um ex-jornalista do "Público".

O Presidente da República, Cavaco Silva, admitiu hoje que os limites aos sacrifícios pedidos aos portugueses não devem "estar muito longe", defendendo que "não podem nunca faltar recursos para as situações de emergência social".

O Chefe de Estado falava aos jornalistas em Campo Maior, depois de presidir à abertura oficial das Festas do Povo, onde foi questionado sobre se há limites relativamente ao que se pede aos portugueses e se aqueles estarão a ser atingidos.

"Não devemos estar, de facto, muito longe. Eu disse que se devia ter em conta o limite que se pode exigir ao cidadão comum" e é relativamente a esses "que nós temos que pensar como, neste tempo de dificuldades, assegurar uma vida digna".

Recursos para as situações de emergência social

Por isso, sustentou Cavaco Silva, "não podem faltar nunca recursos para as situações de emergência social".

"E eu espero que seja essa a vontade, não apenas do Governo, mas também da Assembleia da República", defendeu.

PR não comenta manchete do Expresso

O Presidente da República foi ainda questionado sobre se está preocupado com as escutas das secretas a jornalistas, assunto hoje em manchete no semanário Expresso - "Secretas espiaram jornalista do Público" -, mas Cavaco Silva escusou-se a comentar o assunto.

O Chefe de Estado lembrou tratar-se de "um dia de festa" em Campo Maior, preferindo incentivar a visita à vila alentejana.

"Convidar os portugueses a visitarem Campo Maior"

"Hoje, o que o Presidente da República deve fazer, além de associar-se à festa, é convidar os portugueses a visitarem Campo Maior", limitou-se a afirmar.

As Festas do Povo de Campo Maior, que não se realizavam há sete anos, arrancaram hoje e prolongam-se até 4 de setembro, apresentando mais de 100 ruas "engalanadas" com flores de papel feitas pela população.

Na sessão solene de abertura da iniciativa, Cavaco Silva tinha considerado tratar-se de uma festa "única e de rara beleza", a qual já tem estatuto internacional, atraindo milhares de visitantes de outros países.

A "vontade e determinação" da população da vila alentejana, que é quem decide quando é que as festas se realizam e é quem as organiza, foram aspetos igualmente destacados por Cavaco, durante a sua intervenção.

"É a união dos campomaiorenses para criar beleza, para projetar a sua vila. E, neste tempo menos afortunado em que o nosso país se encontra, deve ser sublinhado este exemplo de união e cooperação que Campo Maior fornece ao país", disse.

Portugal, segundo o presidente, "bem precisa da união e cooperação de todos os portugueses para realizar mais progressão, para criar mais emprego, para afirmar um caminho de esperança para o futuro da nossa terra. Aqui está uma grande lição".