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Potenciar sinergias na Republica Checa

Trinta e cinco empresários preparam-se para debater num Encontro com os seus colegas checos as possibilidades mútuas de fazer mais e melhores negócios. O seminário está previsto para durar dois dias (quinta e sexta-feira) e, até ontem, estavam inscritos 110 empresários checos.

Luisa Meireles

O mercado deste país, considerado com uma dimensão muito semelhante ao português (com um tamanho próximo do de Portugal, a República Checa tem um pouco mais de 10 milhões de habitantes) é também qualificado como "maduro", um mercado desenvolvido onde prevalecem as condições de competência, qualidade e preço.

 

A AICEP, que juntamente com outras entidades organiza o seminário, quer sobretudo valorizar potenciais "sinergias", segundo disse ao Expresso um administrador daquela agência, Vital Morgado.

Quer isto dizer, fazer valer Portugal enquanto plataforma para mercados de Africa e América Latina e aproveitar o facto da República Checa ser uma espécie de plataforma para eventual penetração nos mercados do centro e leste europeu para cruzar interesses.

 

País-plataforma

A ideia não é contudo de concretização fácil. Segundo Ismael Hernandez Gaspar, da Mota-Engil  (presente nesta República há uma década), a empresa ainda não sentiu por parte das suas congéneres checas um interesse em mercados de outras regiões, o que explicou pela recente entrada na União Europeia absorver grande parte dos seus esforços.

 

Também a Efacec tem aqui negócios, correspondendo à linha de internacionalização que a empresa segue há muito. A empresa tem uma representação neste país há perto de 15 anos e, segundo Luís Filipe Pereira, presidente executivo da empresa, ela funciona como uma "plataforma" para agir também junto de outros países, como a Hungria, Roménia, Bulgária e mesmo Grécia.

 

As apostas portuguesas

De acordo com Vital Morgado, as apostas para já no mercado checo são as tecnologias informáticas, os moldes e as energias renováveis.

Os checos manifestaram-se particularmente interessados nos resultados do chamado "e-gov" (governo electrónico), pelo que a AICEP espera que as empresas que participaram nos programas aplicados ao "e-gov" consigam aqui uma oportunidade de negócio.

 

Segundo Carlos Zorrinho, que terá quinta-feira um encontro com o vice-ministro da Industria e do Comércio Checo, Portugal ocupa o primeiro lugar no ranking europeu do "governo electrónico".