Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Portugal disponível para acolher prisioneiros de Guantanamo

O ministro dos Negócios Estrangeiros português sublinhou hoje a importância de a UE ajudar os Estados Unidos no processo de encerramento do centro de detenções de Guantanamo. Portugal já "está disponível" para ajudar.

Portugal está disponível para acolher presos de Guantánamo no âmbito de uma iniciativa da União Europeia para ajudar os Estados Unidos a encerrar o centro de detenção de suspeitos de terrorismo, afirmou hoje o chefe da diplomacia portuguesa. 

Numa carta enviada aos homólogos da UE e ao alto representante Javier Solana por ocasião do 60/o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Luís Amado aponta Guantánamo como uma das "questões difíceis" que a comunidade internacional enfrenta e aponta "o consenso" sobre a necessidade de encerrar o centro de detenção nele instalado. 

Nesse sentido e citando "as já saudadas intenções declaradas da nova administração norte-americana" e "a atitude mais construtiva" da diplomacia norte-americana para aquele enceramento, o ministro dos Negócios Estrangeiros português sublinha a importância de a UE ajudar os Estados Unidos nessa tarefa. 

"Chegou a altura da UE responder à chamada para encerrar o centro de detenção de Guantánamo. Por uma questão de princípio e de coerência, devemos dar um sinal claro da nossa vontade de ajudar o governo dos EUA a resolver o problema, nomeadamente através do acolhimento dos detidos. No que respeita ao governo português, estaremos disponíveis para participar nesse esforço", lê-se na carta. 

Luís Amado propõe aos homólogos que "este assunto seja debatido "num dos próximos conselhos de ministros da UE, no seguimento do trabalho já feito pela presidência francesa". 

Desse trabalho, Amado destaca o lançamento de "uma importante reflexão sobre o futuro das relações transatlânticas tendo em vista a futura administração" e o "relevante conjunto de directrizes políticas" a que essa reflexão deu origem, aprovado na reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros de Marselha (Novembro) e que inclui um apelo à UE e aos EUA para "trabalharem mais em conjunto no campo dos direitos humanos". 

"Acredito que a Europa deve tirar as necessárias conclusões dos debates realizados até agora (...) bem como das intenções declaradas da nova administração norte-americana", afirma Luís Amado no texto, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.