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PJ diz que houve libertação deliberada de gás em casa de Sónia Brazão

Relatório da PJ já chegou ao Ministério Público de Oeiras e aponta no sentido de a atriz ter "intencionalmente aberto os bicos do fogão", mas sem intenção de provocar uma explosão no apartamento.

A Polícia Judiciária concluiu que houve uma libertação de gás intencional, através da abertura dos bicos do fogão, no caso da explosão da casa da atriz Sónia Brazão, em Algés, disse à agência Lusa fonte policial.

A mesma fonte explicou que o relatório da PJ, que já chegou ao Ministério Público de Oeiras, aponta no sentido de a atriz ter "intencionalmente aberto os bicos do fogão" provocando uma libertação excessiva de gás, mas sem intenção de provocar uma explosão no apartamento.

A investigação das autoridades concluiu que não era intenção da atriz, que sofreu queimaduras de 2º e 3º graus no corpo e esteve internada com prognóstico muito reservado, fazer explodir o seu apartamento, situado em Algés, Oeiras.

Segundo a mesma fonte, há indícios de que tenha sido praticado o crime de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas previsto e punível pelo artigo 272 do Código Penal, cuja moldura penal pode atingir os oito anos quando praticado com negligência.

A explosão, ocorrida no quarto andar do número 73 da Avenida da República, em Algés, concelho de Oeiras, ao fim da tarde de dia 3 de junho, sexta-feira, causou, pelo menos, dois feridos e significativa destruição material no edifício, nos prédios vizinhos e fronteiriços e em viaturas que se encontravam na rua.