Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Perto de metade do software em Portugal é ilegal

A taxa de pirataria de software  no nosso país é superior à média europeia. Segundo a Microsoft Portugal, ultrapassa os 40%. 

Mais de 40% do software utilizado em Portugal é ilegal, perdendo-se cerca de um quarto do valor do setor das tecnologias de informação, revelou hoje o responsável de Propriedade Intelectual da Microsoft Portugal.

"A taxa de pirataria de software em Portugal é de 42 por cento", disse à agência Lusa Artur Amaral, à margem do III Fórum "Marcas e Patentes - Chave do Sucesso", em Lisboa, realçando que "é uma taxa superior à média europeia que ronda os 35%".

Segundo o responsável da Microsoft, "os impactos da utilização ilegal de software totalizam cerca de um quarto de todo o setor de tecnologias de informação", apontando como consequência "o enfraquecimento das indústrias de software e de serviços adicionais".

Sem avançar o valor das perdas para a empresa de Bill Gates, Artur Amaral admite que a tecnológica tem a sua "quota-parte de prejuízos", resultante da cópia e utilização ilegal de software.

Tribunais como último recurso

"Não temos valores públicos relativamente a isto [pirataria], mas temos uma infração significativa do software que vendemos no mercado", afirmou, dando a conhecer a existência de "uma correlação entre a taxa de pirataria de software e o índice de competitividade em que os países com maiores taxas de infração são os menos competitivos economicamente".

Em declarações à Lusa, Artur Amaral explicou que a política da Microsoft para a resolução dos problemas de pirataria informática passa por "chegar a acordo", sendo os tribunais o último recurso.

Para a empresa líder mundial de software, a prevenção e a aplicação da legislação para penalizar os infratores devem ser as medidas a seguir para diminuir o fenómeno da pirataria informativa.

"A prevenção é essencial, através da sensibilização da sociedade em geral e dos jovens em particular, bem como a aplicação da lei para garantir que há respeito pela propriedade intelectual", disse, alertando ainda para "os riscos da utilização de software pirateado, sobretudo, vírus".

A defesa contra a infração de direitos de propriedade industrial foi um dos temas em debate no fórum sobre marcas e patentes, promovido pela Associação Portuguesa dos Consultores em Propriedade Industrial (ACPI).

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.