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PCP e PEV contra atribuição do Prémio Sakharov a dissidente cubano

Com votos contra do PCP e PEV, o Parlamento aprovou hoje voto de saudação pelo Prémio Sakharov. Dissidente cubano Guillermo Fariñas ameaça fazer greve de fome se não for autorizado a receber a distinção.

Maria Luiza Rolim

O Parlamento aprovou hoje um voto de saudação pelo Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu, atribuído ao dissidente político cubano Guillermo Fariñas. PCP e PEV votaram contra.   

O voto de saudação, apresentado pelo CDS-PP, saúda a atribuição do prémio e "manifesta a esperança de que contribua para o avanço de Cuba no sentido da democracia e do respeito das liberdades e direitos fundamentais, concorrendo para o progresso económico e social da sociedade e do povo cubano".  

PCP e PEV justificam voto

No debate, o líder parlamentar do PCP afirmou que o Prémio Sakharov é atualmente um "instrumento político de intervenção e ingerência". "Nunca se ouviu no Parlamento Europeu a condenação que sistematicamente as Nações Unidas fazem do bloqueio económico a Cuba", criticou. 

Do lado do BE, o deputado Luís Fazenda disse que o Bloco "condena qualquer limitação à democracia em qualquer parte do mundo", mas defendeu que o Prémio Sakharov "não pode ser um instrumento de utilização política".  

Para o PS, disse o deputado Jorge Strecht, o voto de saudação tem o apoio dos socialistas "sem mas", argumentando que "todos os que lutam pela liberdade, seja onde for" têm o apoio do PS. 

José Luís Arnaut, do PSD, destacou o "passado de Guillermo Fariñas dedicado à defesa da liberdade de expressão". 

Nova ameaça de Guillermo Fariñas

Entretanto, Guillermo Fariñas ameaçou voltar a fazer greve de fome se não for autorizado a sair de Cuba para receber o prémio, a 17 de dezembro em Estrasburgo, decisão que será tomada em conjunto "com os meus companheiros, de luta mais próximos, com veteranos da oposição e também com a minha família".