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Passos não participa na campanha de Jardim

Em entrevista à RTP1, o primeiro-ministro afirma que o Governo de Portugal tem de certificar que a "avaliação da real situação da Madeira não será objeto de olhares partidários".

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O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje que não vai participar na campanha do candidato social-democrata Alberto João Jardim às eleições regionais da Madeira de 9 de outubro.

Em entrevista à RTP1, Pedro Passos Coelho considerou que, "nas atuais condições, em que foi conhecido pelo país uma situação que é grave e que é irregular, que tem custos de reputação para Portugal, não seria compreensível que o primeiro-ministro fizesse qualquer confusão de caráter partidário e se envolvesse na campanha eleitoral da Madeira".

Passos Coelho acrescentou que "o Governo de Portugal tem de assegurar, em primeiro lugar, que todo o trabalho que vai ser feito e completado de avaliação da real situação da Madeira não será objeto de olhares partidários, mas de olhares de Estado".

"Custos de reputação" para o país

No seu entender, o principal problema da "dívida que foi detetada e que não foi reportada" na Madeira são os seus "custos de reputação" para o país, que os portugueses "não mereciam" nesta altura difícil.

"Aproxima-nos da Grécia numa altura em que nós queremos distinguir-nos da Grécia", lamentou, afirmando também que "este tema, nos termos em que apareceu, causa embaraço ao PSD".

O primeiro-ministro acrescentou, contudo, estar convencido de que "a generalidade dos nossos parceiros e das instituições externas tem vindo a observar este caso como sendo um caso absolutamente isolado", coincidindo com "a perspetiva do Governo português".

Valor do défice deste ano não está em risco

Segundo Passos Coelho, a dívida agora detetada não vai ter "um impacto significativo ou relevante" no défice deste ano, porque "é dívida anterior a 2011".

Nesta entrevista à RTP1, cuja primeira parte foi dedicada à situação da Madeira, Passos Coelho frisou que esta "não tem paralelo" e que não tem "conhecimento de que existam situações similares ao nível das outras administrações".

Questionado se mantém a confiança política no presidente do Governo Regional e do PSD da Madeira, Passos Coelho respondeu que Alberto João Jardim foi escolhido pelos eleitores e pelos militantes regionais.

"Aquilo que aconteceu na Madeira não pode voltar a repetir-se"

Interrogado, depois, se escolheria Jardim para candidato caso lhe coubesse essa escolha, a resposta do presidente do PSD foi a seguinte: "Eu creio que já respondi com clareza. Eu penso que aquilo que aconteceu na Madeira é grave e não pode voltar a repetir-se, e eu não caucionarei com a minha presença esse tipo de comportamentos na Madeira".

Passos Coelho reforçou que "aquilo que se passa no PSD da Madeira e na Madeira tem, em primeira instância, de ser avaliado também quer pelos eleitores da Madeira quer pelos militantes do PSD Madeira".

A este propósito, o primeiro-ministro destacou que o Governo pretende legislar "de modo a evitar que estas situações se possam voltar a repetir", adiantando: "Precisamos de ver os mecanismos de reporte, os mecanismos de inspeção e, ao mesmo tempo, de responsabilização política, porque estas matérias não podem acontecer desta matéria e não ficarem sem consequências ao nível do apuramento das responsabilidades".

Na entrevista, o primeiro-ministro não antecipou o plano de ajustamento financeiro a aplicar à Região Autónoma da Madeira, dizendo que primeiro vai ser preciso conhecer a avaliação às contas da região que deverá ficar concluída este mês.