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Passos Coelho vaiado em Gouveia

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"Estar com as pessoas exige coragem, exige bom senso", afirmou o primeiro-ministro, no meio de assobios e palavras de ordem dos populares, garantindo que Portugal "não vai mergulhar em dificuldades ainda maiores".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje que o país "não vai mergulhar em dificuldades ainda maiores", devido à crise.

Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas em Gouveia após ter sido vaiado por sindicalistas, elementos de uma comissão de utentes contra as portagens nas autoestradas da região e alguns populares.

O primeiro-ministro, no meio de muito ruído e assobios, foi falar com os manifestantes que gritaram palavras de ordem contra o FMI e as portagens.

No percurso, de várias dezenas de metros, que fez a pé entre o recinto da Feira Regional do Queijo Serra da Estrela e uma exposição de atividades económicas de Gouveia, falou aos jornalistas dizendo que "estar com as pessoas exige coragem, exige bom senso".

"Não podemos deixar que as pessoas fiquem sem horizontes"

"Nós temos que saber ouvir as pessoas quando as dificuldades são muitas e eu sei que as dificuldades são muitas. Não tenho nenhum problema em ouvir as pessoas, dar-me conta das suas dificuldades", disse.

Acrescentou que "o que é importante é que as pessoas saibam que o país não vai mergulhar em dificuldades ainda maiores, porque nós estamos a cumprir com as nossas obrigações para puxar o país para cima".

"E é isto que nós temos de dizer às pessoas, temos de lhes dar uma mensagem de esperança e de confiança, não podemos deixar que as pessoas fiquem sem horizontes, sem expetativas, para o futuro", salientou.

Passos Coelho declarou ainda que os portugueses "têm de acreditar que está a ser feito o que é necessário para que o país volte e crescer e a ter emprego".

 

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