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Passos Coelho: solução "forçada" para Palestina deve ser evitada

Paulo Portas e Passos Coelho estiveram reunidos com Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, e o primeiro-ministro defendeu que deve ser evitada uma "solução forçada" para o estatuto da Palestina na ONU.

O primeiro ministro defendeu hoje que deve ser evitada uma "solução forçada" para o estatuto da Palestina na ONU no Conselho de Segurança, de que Portugal é membro e por onde tem de passar o reconhecimento como membro de pleno direito.

Pedro Passos Coelho falava à imprensa à saída de um encontro com o presidente da Autoridade Palestiniana (AP), Mahmoud Abbas, que tentou cativar a posição portuguesa para a causa palestiniana na ONU, que conta com intensa oposição de Estados Unidos, Israel e aliados.

"Seria de evitar, do nosso de ponto de vista, uma solução forçada relativamente ao Conselho de Segurança, na medida em que estamos em condições, penso eu, de poder fazer uma espécie de melhoria da qualificação da AP na ONU", adiantou o primeiro ministro, após um encontro num hotel próximo da ONU.

"Compromisso de negociações que só Autoridade Palestiniana e Israel podem assegurar"

Esta melhoria, referiu, seria feita "através da aprovação de uma resolução na AG que viesse associada a um estatuto melhorado para a Palestina, mas desde que isso envolvesse um compromisso de negociações que só Autoridade Palestiniana e Israel podem assegurar", disse.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, entregou hoje o pedido de adesão como membro de pleno direito da Palestina à ONU.

Este pedido tem ainda de ser analisado pelo secretário geral, que o remeterá ao Conselho de Segurança.

No órgão de segurança da ONU, será analisado por um comité especializado, que irá determinar se subirá a votação pelos diplomatas dos 15 países-membros.

Em paralelo a este processo, ao longo das próximas semanas, irão prosseguir esforços da União Europeia dentro do Quarteto para convencer os palestinianos a dar prioridade a um reconhecimento como "Estado não-membro", na Assembleia Geral, e uma declaração conjunta que relance o processo de paz.

Enquanto o presidente palestiniano discursa na AG, cerca das 12h15 de Nova Iorque, os membros do Quarteto assistem em reunião, e deverão depois desta intervenção e da israelita prosseguir os trabalhos em torno de uma declaração que permita relançar o processo de paz, disse à Lusa o porta voz da chefe da diplomacia europeia.