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Passos Coelho exige "realismo" ao Governo

Passos Coelho, líder do PSD afirmou, no final de um encontro com economistas, "esperar que mais vozes se juntem à do ministro das Finanças para que o bom senso prevaleça" nas obras públicas.

Ângela Silva (www.expresso.pt)

"Não está no nosso pacote de entendimento". Pedro Passos Coelho distanciou-se hoje do anúncio feito pelo ministro das Obras Públicas, António Mendonça, de que mantém o essencial das grandes obras públicas previstas pelo Governo.

O líder do PSD disse "esperar que mais vozes se possam juntar dentro do Governo à do ministro das Finanças para que o bom senso prevaleça".

Passos Coelho falava no fim de uma manhã de trabalho com economistas-top, com quem debateu as medidas que tenciona apresentar ao Governo e ao país para ajudar a resolver a crise.

No encontro estiveram, entre outros, Ernâni Lopes, Medina Carreira, João Salgueiro, Eduardo Catroga e Nogueira Leite., todos defensores de medidas mais duras do que as que já foram adoptadas pelo Governo socialista.

O líder do PSD alertou que "Portugal corre o risco de daqui a três anos ficar na mesma ou em pior circunstâncias do que aquela em que está hoje, porque simplesmente o Governo decide gastar o dinheiro que não tem para fazer obras públicas que o realismo impõe que devem ser adiadas".