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Partidos pequenos perdem força

Sondagem Expresso, SIC e Rádio Renascença mostra uma recuperação do PSD e do PS.

Humberto Costa

Pequenos partidos recuam

Os partidos mais pequenos com assento parlamentar descem este mês nas intenções de voto. Cedo é para se perceber se se trata de um recuo meramente conjuntural ou se o bloco central descobriu a forma de travar a sangria.

A verdade é que o crescimento, particularmente do Bloco de Esquerda (BE), tinha dois anos. Um movimento contínuo que chegou a contaminar o discurso do PS e do próprio primeiro-minsitro. Com a conjugação da subida de PCP e BE, alguma estabilidade do partido do poder e a descida do PSD, prometeram uma mancha à esquerda no hemiciclo de S. Bento capaz de empurrar o grupo parlamentar socialista para o centro direita do anfiteatro da Assembleia da República. A CDU e o BE chegaram a somar 21% das intenções de voto, um resultado histórico para estes partidos.

Nesta mesma esquerda, a continuada tendência de subida do BE, ultrapassando a CDU e ameaçando fixar-se na terceira posição da hierarquia partidária, perdeu este mês algum terreno.

Também à direita, o CDS/PP que vinha registando uma recuperação do seu eleitorado, recuou este mês. No anterior mês o PP chegou a registar uma percentagem acima da votação de 2005.

Paulo Portas: Incómodo

Um tribuno particularmente incómodo para o chefe do Governo nos debates quinzenais. E essa sua capacidade de inflamar a discussão não é só resultado do conteúdo do discurso. Será, provavelmente também, da forma. Dois factores que parecem ter o seu efeito na imagem pessoal e do partido junto dos eleitores. Mës a mês Paulo Portas vem subindo na consideração dos portugueses, enquanto outros perdem. E, isso faz com que partilhe com o bloquista Francisco Louçã, a liderança da oposição, pelo menos em termos de popularidade. São, aliás, os únicos que registam variações positivas, mais Portas do que Louçã.

A maior quebra é registada pelo Presidente da República, ainda assim num patamar muito superior a todos os outros agentes da política. E, se José Sócrates mantém uma tendência de queda ligeira - com uma popularidade também bem acima dos seus opositores - já o Governo parece não ter salvação. O Executivo liderado por José Sócrates tem mau desempenho: 41,4% dos potenciais eleitores contactados avaliam-no negativamente contra 17,8% que faz uma apreciação positiva. Este valor é inferior aos que se mostram indiferentes (29,8%).

A casa da democracia também não está bem vista. Ainda assim, ligeiramente melhor que a lísder do PSD. Jerónimo de Sousa parece seguir as pisadas de Manuela Ferreira Leite.

José Sócrates Desce 0,7% e confirma a tendência de quebra de popularidade. Mau para quem reclama maioria absoluta.

Francisco Louçã Em contraciclo com a maioria dos líderes, volta a subir. A particular observação crítica de que foi alvo no Congresso do PS parece ter tido o efeito contrário.

Jerónimo de Sousa O secretário-geral do PCP desce ao ritmo de Ferreira Leite.

Manuela Ferreira Leite A líder do Partido Social Democrata continua numa queda vertiginosa e não há nada que inverta a tendência.

Estudo de opinião efectaudo pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso/SIC/RR de 25 a 31 de Março. Teve por objecto perguntas sobre a intenção de voto e da actuação dos titulares dos órgãos de soberania e dos líderes partidários. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (20,8%), Área Metropolitana do Porto (13,5%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (30,5%), Área Metropolitana de Lisboa (25,8%), Alentejo e Algarve (9,4%). Foram efectuadas 1280 tentativas de entrevistas e, destas, 269 (21,0%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1011 entrevistas (79,0%). A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 51,9% e masculino 48,1%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 30 anos, 20,8%; dos 31 aos 59, 54,7%; com 60 anos ou mais, 24,5%. O erro máximo da amostra é de 3,08% para um grau de probabilidade de 95%.