Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Atualidade / Arquivo

Partido Movimento Esperança Portugal extingue-se

  • 333

Movimento Esperança Portugal vai ser extinto enquanto partido político, mas continuará enquanto movimento cívico.

O Movimento Esperança Portugal (MEP) vai ser extinto enquanto partido político, mas continuará a sua missão enquanto movimento cívico, uma decisão tomada pelos militantes que se reuniram sábado no Porto.

Em comunicado enviado pelo MEP, fundado pelo antigo alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rui Marques, em 2008, os resultados do partido nos quatro atos eleitorais em que participou e o sistema político-mediático existente são apontados como as causas para a extinção.

"Em quatro anos de vida e outros tantos atos eleitorais, o MEP não alcançou a confiança do número suficiente de eleitores para que tivesse voz parlamentar, objetivo essencial para uma intervenção política eficaz numa democracia representativa, tirando daí as devidas consequências", adianta o comunicado enviado hoje à Lusa.

Ao mesmo tempo, critica, "o sistema político-mediático construído para manter o 'status quo', bloqueando de várias formas todas as tentativas de renovação do sistema partidário português".

"A renovação da política através da criação de novos partidos é, atualmente, inviável"

"O MEP, com os seus militantes e simpatizantes, tentou com todo o empenho e entusiasmo, construir uma alternativa credível de um novo partido. Com quatro anos de experiência efetiva, ficou claro para os seus membros que a renovação da política através da criação de novos partidos é, atualmente, inviável", acrescenta o partido, que estava sem líder desde junho, altura em que Rui Marques se demitiu, na sequência dos resultados obtidos nas Legislaturas de 2011.

Os militantes do MEP decidiram ainda "continuar a lutar pela renovação da política em Portugal, com a marca da árdua esperança, de forma a continuar a servir o bem comum, motivação que a todos continua a inspirar".

"Não desistem de Portugal, só mudam de forma de intervenção", dizem, explicando que o MEP continuará a sua missão enquanto movimento cívico.

O património simbólico e ideológico do MEP será transferido para uma associação cívica, com a mesma designação, que atuará no domínio dos movimentos cívicos, no seio da sociedade civil, contando desde já com a participação da esmagadora maioria dos atuais membros.

O MEP foi reconhecido como partido político português a 23 de julho de 2008, tendo o antigo alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rui Marques, sido o dinamizador do projeto constituído por 60 cidadãos com o objetivo de "transmitir esperança".

O partido apresentou-se, pela primeira vez, a eleições em junho de 2009, concorrendo às Europeias apresentando como cabeça de lista Laurinda Alves e concorreu também às eleições legislativas no mesmo ano.