Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Parlamento grego aprova medidas de austeridade

Frente ao parlamento ocorreram incidentes curtos mas violentos entre manifestantes e polícia

Simela Pantzartzi/EPA

Enquanto eram debatidas as medidas de austeridade, ocorreram incidentes curtos mas violentos entre manifestantes e polícia nas ruas de Atenas.

O parlamento grego aprovou hoje por maioria o pacote de medidas de austeridade elaborado pelo governo, sob pressão dos mercados e da UE, para superar a grave crise financeira, anunciou o presidente daquele órgão, Philippos Petsalnikos.

Intitulado "medidas de urgência para fazer face à crise financeira", o projeto de lei inclui 20 artigos e foi aprovado no quadro de um procedimento parlamentar de urgência. 

Os deputados do partido socialista (PASOK) no poder, que ocupam a maioria dos lugares na assembleia (160 em 300), votaram a favor do plano de austeridade, enquanto o partido comunista ultraortodoxo (KKE) abandonou a sala criticando as novas medidas de rigor.

"Luta contrarrelógio"

O ministro das Finanças, Georges Papaconstantino, reafirmou durante o debate parlamentar que a Grécia "conduz uma luta contrarrelógio para recuperar a credibilidade dos mercados num momento crítico para o país".

As novas medidas de rigor, que visam poupar 4.800 milhões de euros, incluem cortes salariais para os funcionários públicos, o congelamento das reformas e uma subida de dois pontos percentuais do IVA para 21 por cento.

Enquanto eram debatidas as medidas de austeridade, ocorreram incidentes curtos mas violentos entre manifestantes e polícia nas ruas de Atenas durante uma concentração em frente do parlamento organizada pelas confederações sindicais do sector privado (GSEE) e do público (ADEDY).

Esta manhã, a Grécia estava quase paralisada pela greve dos transportes públicos.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.