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Paris: patrão de discoteca portuguesa assassinado

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Paulo, um luso-descendente de 38 anos, foi abatido a tiro por um comando de encapuzados à porta do Pagode, a sua discoteca nos arredores de Paris. 'Negócio de saias' terá motivado este provável ajuste de contas.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (www.expresso.pt)

Muito popular na noite portuguesa da região parisiense, onde existem diversas discotecas portuguesas, Paulo, como era conhecido no meio, nasceu em França, era casado e tinha dois filhos.

O ataque ocorreu na noite de segunda para terça-feira, quando a discoteca estava fechada. Paulo, e o gerente, Fernando, de 43 anos, que ficou ferido num braço, encontravam-se no interior a trabalhar na contabilidade do Pagode, uma imensa discoteca localizada em Pierrelaye, uma vila dos arredores de Paris. Depois de terem detetado movimentos estranhos no exterior da discoteca, através do sistema interno de controlo de vídeo, saíram e foram alvejados.

O ataque deve-se, provavelmente, a um ajuste de contas, provocado por "um negócio de saias", segundo disse ao Expresso um dos seus amigos.

Pagode cheio aos fins de semana

Antes de comprar o Pagode, em 2006, Paulo possuía uma outra discoteca em Plaisir, igualmente na região parisiense.

O Pagode reunia mais de mil clientes aos fins de semana, depois de se ter fundido com um clube vizinho de tendência "afro", que era igualmente propriedade de Paulo. O novo espaço reunindo os dois clubes estava a funcionar apenas há cerca de um mês.

A polícia francesa, que fechou a discoteca, não tem por enquanto pistas definidas que justifiquem o ataque ao patrão da discoteca portuguesa. Mas, informa o diário "Le Parisien" de hoje, já em 2006, pouco antes de Paulo adquirir os dois locais, também fora abatido a tiro um dos sócios do Pagode.