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Paquistão: 7,5 milhões afetados e 350 mortos devido a inundações

Fortes inundações no Paquistão já provocaram 350 mortos e afetaram 7,5 milhões de pessoas. ONU apela à solidariedade internacional para reunir 261 milhões de euros de ajuda humanitária.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Pelo menos 7,5 milhões de pessoas foram afetadas pelas fortes inundações no Paquistão que já provocaram 350 mortes. Consequências têm aumentado apesar da intervenção de agências humanitárias, confirmou hoje à agência Efe fonte oficial.

Os dados facultados referem-se ao último balanço efetuado pela Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA, na sigla em inglês) que revelou que as fortes chuvas de monção, que tiveram início em finais de julho, causaram ferimentos em 638 pessoas.

Riscos de cólera ou malária

A província agrícola de Sindh, no sul do país, é uma das zonas mais afetadas pelas intempéries, sendo que na sequência de um pedido do Paquistão, a ONU destacou agências de ajuda humanitária e apelou à solidariedade internacional para reunir 357 milhões de dólares (261 milhões de euros) para prestar assistência.

Nesta fase, as autoridades temem pela propagação de doenças como a cólera ou a malária por causa da quantidade de águas paradas em Sindh, onde 22 dos seus 23 distritos estão parcial ou totalmente alagados.

No ano passado, o Paquistão viveu a pior catástrofe natural da sua história, tendo as inundações afetado mais de 20 milhões de pessoas. Mais de 800 mil pessoas continuam sem ter onde morar.

As inundações do ano passado destruíram 1,2 milhões de casas e alagaram 1,8 milhões de hectares.