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O PSD cada vez mais perto

Partido Socialista cai para os 40% nas intenções de voto. Manuela Ferreira Leite é, dos partidos de oposição, a líder mais popular.

Fernando Diogo

O PPD/PSD foi a única força política parlamentar que viu o seu capital de simpatia reforçar-se nos últimos 30 dias. Ao facto não seria alheia a recente eleição de Manuela Ferreira de Leite para dirigente do partido 'laranja'. Os sociais-democratas ganharam nada mais nada menos do que 4% e passaram para um resultado projectado de 29%, o qual retiraria ao Partido Socialista qualquer veleidade de chegar à maioria absoluta. caso as legislativas se realizassem hoje. O PS de Sócrates perdeu 1,8% e recuou para uns confortáveis 40%, muito embora a crise económica possa ainda fazer estragos apreciáveis no partido do Governo. Os socialistas não ficaram isolados neste mês de recuos, já que à sua esquerda CDU e Bloco de Esquerda também conheceram revezes. A coligação liderada pelos comunistas quebrou 0,9% e fixou-se nos 10,1%, ao passo que o bloco de Francisco Louçã apesar de um 'aligeiramento' de 0,4% aproximou-se novamente do PCP com um resultado de 9,6%. A direita sofreu igualmente com a chegada da nova líder social-democrata e depois de uma 'dentada' de 0,9%, o CDS/PP é cada vez mais último entre as forças parlamentares e está cada vez mais distante dos seus rivais do PSD. Os populares não ultrapassam agora os 6%.

Manuela Ferreira Leite líder... da oposição

Manuela Ferreira Leite chegou, viu e venceu a batalha pela liderança da oposição. No seu mês de estreia no barómetro a nova presidente do PSD arranca logo com um saldo positivo de 5,1%, um resultado inferior ao legado de Luís Filipe Menezes, mas que se destaca por ter sido a única performance positiva entre os órgãos de soberania e líderes partidários nos últimos 30 dias. Conseguiu furtar-se aos efeitos da crise que se distribuíram de forma quase equitativa pelos seus pares, a começar por José Sócrates que mesmo tendo perdido 2,5% mantém uma invejável almofada de +24,7%. Francisco Louçã foi atingido de forma ainda mais brutal e ao ceder 2,7% viu o seu saldo global positivo emagrecer para 2,5%. Paulo Portas também não foi poupado: o seu pecúlio ficou 2,4% mais pobre, situando-se agora o seu valor global em +1,3%. Entre os dirigentes partidários, Jerónimo de Sousa foi o menos atingido. O líder do PCP perdeu apenas 0,5%, mas continuou a afundar-se em terreno negativo, sendo o dirigente menos apreciado com -1,6%.

José Sócrates O Governo continua sempre a perder mais do que o primeiro-ministro. Por isso, Sócrates conserva o invejável saldo de +24,7%, enquanto o Executivo conhece mais um recorde negativo: -19,4%. Francisco Louçã Os efeitos da crise foram partilhados por todos os dirigentes partidários. O coordenador do Bloco de Esquerda foi o mais atingido: -2,7%. Paulo Portas Tal como Louçã tentou cavalgar os descontentamentos gerado pelos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis: perdeu 2,4% Jerónimo de Sousa Foi o líder menos penalizado (-0,5%), mas continua a ser o último no 'ranking' da popularidade dos dirigentes partidários

Os órgãos de soberania sentiram de forma ainda mais rigorosa os efeitos da instabilidade mundial. O Presidente da República e o Governo partilharam as maiores taxas de impopularidade, ambos a registarem perdas de 3,7%. Com uma 'subtil' diferença, Cavaco Silva dispõe ainda de um 'estratosférico' saldo global de +41,6%, enquanto o Executivo de Sócrates atinge um novo recorde negativo para se fixar em -19,4%. A Assembleia da República mostrou-se 'solidária' neste clima de depressão e recuou 2,2%, acabando por conhecer um novo mergulho em território negativo, embora de apenas 1%.

27 de Março a 01 de Abril. Teve por objecto perguntas sobre a governação socialista, as legislativas de 2009, o desempenho da ministra da Educação, a avaliação dos professores, a violência nas escolas, o exercício da autoridade dos professores, o grau de confiança nas polícias, efeitos da baixa do IVA de 1% e os efeitos desportivos para o FC Porto da eventual condenação em tribunal do presidente deste clube, Pinto da Costa, além da intenção de voto e da actuação dos titulares dos órgãos de soberania e dos líderes partidários. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (19,8%), Área Metropolitana do Porto (14,7%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (29,5%), Área Metropolitana de Lisboa (26,3%), Alentejo e Algarve (9,7%). Foram efectuadas 1282 tentativas de entrevistas e, destas, 260 (20,4%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1022 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 52,1% e masculino 47,9%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos, 14,5%; dos 26 aos 35, 19,6%; dos 36 aos 45, 20,2%; dos 46 aos 59, 21,5%; e mais de 60, 24,2%. O erro máximo da amostra é de 3,07% para um grau de probabilidade de 95%.