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"O Grito" vai ser vendido

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Aquele que será provavelmente o quadro mais famoso depois de "Mona Lisa" está desde hoje em exibição em Londres, antes de seguir para leilão. É umas das quatro versões de "O Grito", de Edvard Munch, a única na posse de privados. 

Alexandre Costa (www.expresso.pt)

Umas das quatro versões de "O Grito", de Edvard Munch, está desde hoje em exibição na Sotheby de Londres, onde permanecerá uma semana antes de seguir para Nova Iorque, onde será vendido pela famosa casa de leilões a 2 de maio.

A base de licitação é de 80 milhões de dólares, mas é provável que seja arrebatado por um valor muito mais alto, tendo em conta não só o valor artístico da obra do pintor norueguês como a sua enorme popularidade e o facto das outras três versões do quadro não poderem ser adquiridas, uma vez que duas pertencem ao Museu Munch de Oslo e a outra à Galeria Nacional da Noruega.

Se as perspetivas se cumprirem, o quadro poderá aproximar-se mesmo do valor recorde de 106 milhões de dólares que "Nude, Green Leaves and Bust", de Picasso, atingiu em 2010, num leilão da Christie's em Nova Iorque.

"O Grito", desenho a pastel com uma figura a gritar em primeiro plano, é um dos quadros mais reconhecíveis em todo o mundo, provavelmente o mais famoso a seguir a "Mona Lisa".

Venda vai financiar a criação de um museu

A sua fama aumentou ainda mais com o roubo de duas das suas versões nos últimos 20 anos, tendo ambas sido entretanto recuperadas.

A versão que será leiloada, pintada em 1895, pertence a Petter Olsen, cujo pai foi amigo e mecenas deEdvard Munch, tendo adquirido diversas das suas obras.

A venda de "O Grito" destina-se, aliás, a financiar a criação do museu e centro de artes Ramme Gaard, que irá contar com diversas obras de Munch e que Petter Olsen tenciona inaugurar em Ramme Gaard, Hvitsten, Noruega, em 2013, ano que se irá celebrar os 150.º aniversário do nascimento do pintor.