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Ninguém sabe do Presidente da Síria

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Com Damasco tomada por confrontos, o paradeiro do Presidente da Síria Bashar al-Assad é uma incógnita - uns dizem que continua em Damasco outros que terá fugido para o litoral.

Margarida Mota (www.expresso.pt)

Vinte e quatro horas após o atentado suicida em Damasco que decapitou uma parte importante do aparelho de segurança sírio, o paradeiro do Presidente da Síria é uma incógnita.

Bashar al-Assad não reagiu ao atentado. Fontes da oposição citadas pela Reuters dizem que o Presidente poderá ter-se refugiado na cidade costeira de Latakia. Informações recolhidas pelo jornal francês "Figaro" garantem que ele continua em Damasco.

A capital da Síria está envolta em confrontos entre membros do Exército Livre Sírio (rebeldes) e o Exército regular e os apelos para que a população se afaste das áreas de combate multiplicam-se. Hoje, de manhã, registou-se uma intensa troca de fogo perto da sede do Conselho de Ministros.

"Estes combates, de uma violência extrema, devem continuar nas próximas 48 horas visando limpar Damasco de terroristas antes do início do Ramadão (na sexta-feira)", afirmou à agência noticiosa France Press uma fonte da segurança síria, sob anonimato.

"Até ao momento, o exército tem dado mostras de contenção nas suas operações", continuou. "Mas, depois do atentado de ontem, decidiu utilizar todas as armas ao dispor para acabar com os terroristas."

Batalha continua... na ONU

Os combates em Damasco começaram no domingo passado, após insurgentes munidos com armas ligeiras e lança-granadas RPG terem conseguido entrar na capital.

O atentado de ontem foi um feito importante na estratégia rebelde para "libertar Damasco" e tem sido referido por muitos analistas internacionais como um ponto de viragem na crise síria.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, só ontem morreram 214 pessoas, das quais 124 civis, 62 soldados e 28 rebelde.

Prevista para ontem, a votação de um novo pacote de sanções não-militares à Síria deverá realizar-se hoje no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O adiamento foi solicitado por Kofi Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe para a crise na Síria.