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MP deixa cair todas acusações contra ex-presidente do Turismo do Algarve

Segundo o Ministério Público não se provou nenhum dos quatro crimes de que Paulo Neves estava acusado, entre eles o de peculato, por ter distribuído gratuitamente perto de 700 bilhetes para um concerto do Pavarotti.

Mário Lino (www.expresso.pt)

O Ministério Público pediu hoje a absolvição do ex-presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) Paulo Neves, nove anos depois num processo que se tornou visível com buscas efectuadas pela Polícia Judiciária na RTA.



O arguido foi a julgamento acusado de quatro crimes, entre eles o de peculato, por ter distribuído gratuitamente perto de 700 bilhetes avaliados em cerca de 85 mil euros, para um concerto do tenor italiano Pavarotti.



Segundo o MP, não se provou nenhum dos crimes de que Neves estava acusado, o mesmo sucendendo com o empresário Luis Lóia, ex-vogal da RTA e Luís Pinto, empresário, ambos acusados de corrupção.

"Não basta que o meu arguido seja absolvido, é preciso dizer que ao sê-lo, isso acontecerá não por uma questão de falta de provas, mas porque os factos realmente não aconteceram como a acusação tentava demonstrar", afirmou Rui Patrício, advogado de defesa do ex-presidente da Região de Turismo do Algarve, nas alegações finais de um processo que começou em 2001. "Este processo é como uma cobra, a que se foi tirando a pele e que acabou por ficar com uma pele muito fininha", ironizou.

À saída do tribunal, o antigo responsável pelo turismo algarvio mostrou-se satisfeito, mas cauteloso: "Estarei mais satisfeito quando ficar claro e evidente que quem me acusou o fez erradamente, porque a verdade é evidente", adiantou ao Expresso. Quanto à morosidade do processo, Paulo Neves ironizou: "Não tenho úlceras nem problemas de estômago, estou de cara levantada e nunca me refugiei", salientou. "Se não fosse o processo, teria tido uma carreira diferente, talvez melhor, talvez pior, quem sabe? O importante agora é olhar o futuro", acrescentou o responsável, que hoje é administrador no grupo HPP Saúde, no Algarve.

A leitura da sentença será no próximo dia 14 de Maio.