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Marcelo: "Cavaco não foi feliz"

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Para Marcelo Rebelo de Sousa, quando Cavaco Silva falou sobre as suas pensões queria apenas dizer que até ele, um "privilegiado", tem de cortar. Só que o "privilegiado" ficou subentendido.

O comentador da TVI e conselheiro de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu ontem na TVI que o Presidente da República foi infeliz nas declarações sobre as pensões, da última sexta-feira, dia 20. (ver vídeo no final da notícia)

"[Cavaco] queria dizer implicitamente, vejam: 'Até eu - privilegiado, coisa que não disse e achou que esteva subentendido - tenho de cortar', explicou Rebelo de Sousa, acrescentando: "Só que como ficou subentendido e não ficou explícito acabou por levar pancada em várias redes sociais".

"Há dias em que uma pessoa realmente não é feliz. Já me aconteceu várias vezes", concluiu, no seu habitual comentário ao domingo na TVI.

De acordo com o jornal "I", para além das pensões, o atual Presidente da República - que prescindiu do vencimento de chefe de Estado - recebe ainda 2900 euros mensais para despesas de representação.

Apesar do montante inscrito no orçamento da presidência na rubrica "representação da República" ter vindo a diminuir desde 2009, este ano prevê uma verba de 4,5 milhões de euros. Este valor inclui ainda as remunerações com o gabinete de Cavaco Silva e as casas civil e militar, bem como as remunerações pagas ao pessoal dos gabinetes dos anteriores chefes de Estado Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

Quando deixar a presidência, Cavaco também terá direito a um gabinete com secretária e assessor da sua confiança, uma viatura com motorista e combustível para serviço pessoal bem como ajudas de custo para deslocações oficiais fora da área de residência.