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Madrid censura páginas do 15-M na Internet

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Os utilizadores das bibliotecas municipais em Madrid estão impedidos de consultar qualquer página na Internet relacionada com o 15-M, movimento dos "indignados".

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Madrid bloqueou em todas as bibliotecas municipais o acesso às páginas relacionadas com o 15-M, movimento de "indignados" que iniciou as manifestações em Espanha, revela a edição de hoje do  "El País".

Segundo o jornal espanhol, ao tentar abrir as páginas, o internauta vai encontrar a seguinte mensagem: "acceso denegado por política de conteúdos. Usted está intentando accceder a contenidos no permitidos" ("acesso negado por política de conteúdos. Está a tentar aceder a conteúdos não permitidos").

Censura velada

O sistema de bloqueio impede a entrada no Tomalaplaza.net, o site através do qual os "indignados" dão informações sobre todas as suas atividades, bem como o acesso aos Democraciarealya.es e Tomalobarrios.net, outras das páginas na Internet onde dão conta das iniciativas do movimento.

Qualquer página cujo conteúdo tenha a ver com os "indignados" está inacessível. Mas uma porta-voz da Câmara Municipal de Madrid disse que não há qualquer intenção por trás disso. Segundo ela, o bloqueio é automático. "O serviço de informática estabelece uma série de filtros de acesso à Internet, contra conteúdos inapropriados, como sexo ou saque ilegal de arquivos: ou por segurança, o que acabou por afetar as páginas em questão".

A assessora da Câmara Municipal de Madrid não especificou se o conteúdos 15-M  está classificado na categoria de informação não adequada ou falta de segurança, refere o "EL País".

Polícia impede novo Infosol

O bloqueio das páginas do 15-M está a ser comentado nas redes sociais e nos blogues, como o madrilonia.org, que dá a notícia do veto: "Ver para crer: O distrito de Madrid censura o 15-M na Internet". O acesso a essa página está também bloqueado nos centros municipais, "por política de conteúdos".

Entretanto, a polícia madrilena impediu ontem que os "indignados" reconstruíssem na Puerta del Sol um novo posto de informação semelhante ao original Infosol, o ponto informativo que fazia parte do acampamento onde estiveram durante 79 dias e que foi destruído na passada semana ao serem desalojados.

Os "indignados" que ontem tentavam pôr mãos à obra foram obrigados a desfazer-se dos materiais que serviriam para a construção, deitando-os num contentor.

No "Infosol", curiosos e turistas podiam receber todas as informações sobre o Movimento 15-M, em diversas línguas.