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Madeira: "Juntos vamos reconstruir o que falta", diz Sócrates

O primeiro-ministro afirmou hoje no Funchal existir "uma forte colaboração e empenhamento" por parte dos governos Regional e da República para concretizar a reconstrução da Madeira o mais rápido possível.

"O que há é uma grande colaboração política e de empenhamento politico muito forte do Governo Regional e da República para honrar aquilo que é o desejo de todos os portugueses, que é fazer as coisas bem feitas e depressa", declarou hoje José Sócrates no Funchal, quando questionado sobre o atual relacionamento entre os dois executivos. 

"Fiquei agradavelmente surpreendido, primeiro por poder partilhar com os madeirenses este dia que é especial, de alegria, muito emotivo", disse, depois de assistir pela primeira vez ao cortejo da Festa da Flor, no Funchal

Segundo o primeiro-ministro, "todos os portugueses olham para a Madeira neste dia com um nó na garganta de quem se entusiasma ao ver o regresso ao otimismo". 

Sócrates garantiu que o Governo da República "vai ajudar a Madeira e o Governo Regional". "Vamos juntos reconstruir aquilo que falta reconstruir", prometeu, sublinhando que os dois governos têm trabalhado "muito em conjunto e que tem acompanhado com muita proximidade os trabalhos da comissão". 

"Estou satisfeito com a forma como as coisas correram e o mais importante é termos rapidamente bem definido aquilo que é necessário fazer, quanto custa, como vamos fazer, que meios de financiamento vamos definir", mencionou.

Mais novidades amanhã 

Prometeu ainda "novidades" para segunda-feira, após a reunião que vai manter no Funchal com o Governo Regional, sobre os apoios para a reconstrução da Madeira devastada pelo temporal de 20 de fevereiro. 

"Faço esta visita com a emoção de quem assistiu ao que assistiu há uns tempos atrás e quem verifica este trabalho todo que os madeirenses fizeram, que o Governo Regional fez, e que é recebido por todos os portugueses com uma profunda admiração", sublinhou. "Venho também aqui estar junto dos madeirenses para dizer que nos orgulhamos pelo trabalho que fizeram", adiantou. 

O cortejo da Festa da Flor foi o evento escolhido para marcar a transição da imagem de destruição provocada pelo temporal de 20 de fevereiro pela da reposição da total normalidade. 

Esta tarde desfilaram pelas ruas do Funchal mais de 1 300 figurantes, distribuídos por nove grupos, mostrando a beleza, cor e variedade de flores naturais da ilha.   

Quando chegou ao local, Sócrates recebeu um chapéu de palha com o nome "Madeira" e durante todo o cortejo usou um colar de flores e uma orquídea na lapela. 

Durante a passagem do desfile, o primeiro-ministro recebeu por diversas vezes flores de responsáveis dos diferentes grupos. Milhares madeirenses e turistas aglomeram-se nas principais ruas do Funchal para ver passar o cortejo. 

O primeiro-ministro janta hoje na Quinta Vigia, a convite do presidente do Governo Regional e segunda-feira marca presença numa reunião de trabalho entre elementos dos dois governos, seguida de conferência de imprensa. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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