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Luís Amado pouco surpreendido com vitória dos nacionalistas flamengos

Luís Amado reconhece que negociações para uma coligação, que terá que envolver os socialistas francófonos, vencedores na região da Valónia, "pode complicar o processo de formação de um novo Governo" na Bélgica.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, manifestou-se hoje pouco surpreendido com a vitória dos nacionalistas flamengos nas eleições legislativas de ontem na Bélgica, atribuindo-a aos "problemas muito particulares" e "recorrentes" do país.  

Luís Amado, que falava à entrada para uma reunião dos chefes de diplomacia da União Europeia, também desvalorizou o facto de estas eleições terem tido lugar em vésperas de a Bélgica assumir a presidência rotativa do bloco europeu, sustentando que "a União Europeia está habituada a viver com a situação na Bélgica, que se prolonga há muito tempo", e com a sua "instabilidade política recorrente".

Instado a comentar a histórica vitória, na região da Flandres (norte do país, de língua neerlandesa), do Partido da Nova Aliança flamenga (N-VA), a primeira jamais alcançada por um movimento nacionalista que advoga a desintegração da Bélgica, Luís Amado considerou que "tem a ver com a situação específica do país, com as expetativas dos vários setores da população e com os problemas muito particulares que a Bélgica conhece do ponto de vista interno". 

"União Europeia não vai acabar"

"Não há nada de muito surpreendente em relação aos desenvolvimentos que as eleições nos apresentaram, do meu ponto de vista", disse. 

Antecipando a próxima presidência belga da União Europeia, no segundo semestre do ano - a 1 de julho a Bélgica sucede à Espanha -, o ministro Luís Amado mostrou-se pouco preocupado com o facto de a mesma se dar num momento de transição, afirmando que a União Europeia está pronta a trabalhar com um futuro Governo e, enquanto o novo não existir, com aquele que está em funções. 

Luís Amado reconheceu que as negociações em vista para a composição de uma coligação, que terá que envolver os socialistas francófonos, vencedores na região da Valónia (sul do país), "pode complicar o processo de formação de um novo Governo", mas garantiu, com um sorriso, que "a União Europeia não vai acabar por causa dos problemas da Bélgica, seguramente". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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