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Jorge Salavisa preside à OPART

Ainda director do Teatro São Luiz, Jorge Salavisa foi o nome escolhido pela ministra da Cultura para presidir à administração da OPART, empresa pública que gere o Teatro São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado.

Alexandra Carita (www.expresso.pt)

A ministra da Cultura não vai reconduzir o conselho de sdministração da OPART, cujo mandato termina a 17 de Maio. O Expresso sabe que Gabriela Canavilhas já convidou Jorge Salavisa, actual director do Teatro de São Luiz, para presidir a administração daquela EPE, convite que o ex-coreógrafo e bailarino aceitou.

De resto, Jorge Salavisa, que esteve também à frente dos destinos da Companhia Nacional de Bailado entre 1996 e 1999, já comunicou à EGEAC, a empresa municipal que gere o São Luiz, a sua intenção de abandonar o cargo para "abraçar o novo desafio" que lhe foi proposto pela ministra da Cultura, revela fonte do Ministério da Cultura.

A notícia da não recondução do conselho de administração da OPART (empresa pública que gere o Teatro São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, presidida até à data por Pedro Moreira) e o nome do novo presidente são considerados assuntos tabu no Ministério da Cultura.

Contactacto pelo Expresso, o gabinete de Gabriela Canavilhas escusou-se a prestar qualquer declaração sobre o assunto. "Não podemos adiantar nem comentar absolutamente nada sobre o dossiê São Carlos", afirma a assessoria de Imprensa, alegando que o "assunto ficará resolvido dentro de dias", não sendo neste momento "prioritário por uma questão de estratégia política e timing de negociações".

OPART tem gestão partilhada

Já Jorge Salavisa limitou-se a referir que prefere "esperar por uma informação oficial para comentar a notícia", considerando "prematuro avançar com qualquer declaração".  

Para o silêncio do Ministério da Cultura concorre ainda a nomeação do novo director artístico do São Carlos, cujo anúncio Gabriela Canavilhas prometeu para segunda-feira passada, mas que ainda não aconteceu.

Fontes próximas da ministra avançam ao Expresso que Gabriela Canavilhas terá sido "obrigada" a recuar devido a "falta de convergência do Ministério das Finanças" com as nomeações por ela propostas.

Recorde-se que a OPART tem dupla tutela, os Ministérios da Cultura e das Finanças, e que só com o aval do ministro Teixeira dos Santos poderá ser designado o conselho de administração.