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Jerónimo afasta hipóteses de coligações eleitorais fora da CDU

No discurso de abertura do XVIII Congresso do PCP, que se realiza no Campo Pequeno em Lisboa, Jerónimo de Sousa reafirmou a política de alianças defendida nas teses mantendo a coligação CDU e candidato próprio nas Presidenciais.

Humberto Costa

Num discurso de hora e meia, o secretário-geral dos comunistas abriu o Congresso do PCP reafirmando muito do que são as ideias plasmadas nas teses, designadamente no que respeita à política de alianças.

Para o PCP a erosão eleitoral do PS, provocada pelo facto deste partido ser hoje "a sela mais apropriada para o poder económico cavalgar nos seus interesses e privilégios", potencia convergência "na luta por uma alternativa política".

Porém, refere Jerónimo, há "movimentações de alguns sectores que procuram apresentar-se à esquerda dentro do PS (...) que alimentando ilusões revelam o objectivo de suster e combater as possibilidades de deslocação" desse eleitorado para o PCP.

Também o Bloco de Esquerda é criticado neste contexto, acusando este partido de "indefinição ideológica", caracterizando-o de "social democratizante" e de fazer "navegação à vista".

Jerónimo de Sousa defendeu como fundamental para o próximo ano o reforço da influência eleitoral do PCP, mantendo, quer no que respeita às eleições autárquicas, quer as legislativas, a coligação CDU com os habituais aliados (partido Ecologista os Verdes e Intervenção Democrática), e no quadro das presidenciais uma candidatura própria, sem fechar a porta a posteriores alianças.

Mas, num quadro pós-eleitoral Jerónimo não afasta eventuais convergências políticas, fazendo depender estas da necessidade de um PCP reforçado: "Um processo tanto mais realizável e mais próximo quanto mais força tiver o PCP".