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Jardim: dívida de €5.000 milhões é "coisinha de nada"

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Alberto João Jardim: «O Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, na Madeira, nas eleições da Madeira, contra o PSD»

Duarte Sá/Reuters

Palavras do cabeça de lista do PSD às eleições regionais na Madeira horas depois de ter reconhecido, em entrevista à RTP-Madeira, que a dívida da região deverá situar-se acima dos cinco mil milhões de euros. (Vídeo no final da notícia)

Alberto João Jardim afirmou quinta-feira que o Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, para prejudicar as eleições nesta região, e a dívida regional "é uma coisinha de nada no meio de todas".

O cabeça de lista do PSD às eleições regionais na Madeira, num comício na freguesia dos Canhas, no concelho da Ponta de Sol, na zona oeste da ilha, criticou o aproveitamento que tem sido feito da situação financeira da região.

"Fizeram isto numa altura das eleições para nos encravar e o Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, na Madeira, nas eleições da Madeira, contra o PSD. Aí, o Presidente da República devia ter intervindo", disse.

A culpa é das sociedades secretas

As sociedades secretas foram o alvo das críticas de Alberto João Jardim, a quem atribuiu a razão por existir "ódio contra os madeirenses", argumentando: "Por detrás dos partidos políticos estão sociedades secretas que têm muita gente de vários partidos.

Não é só em Portugal. É por esse mundo fora, e isso explica o desatino em que neste momento está a Europa".

Essas sociedades, prosseguiu, "procuram ir contra os seus próprios partidos para poderem manobrá-los, o povo, a economia a seu contento e por detrás da cortina, fora da transparência democrática, poderem governar os países e Portugal", frisou.

"Sejam sinceros. Sejam honestos"

"Faço um desafio aos políticos de Lisboa, sejam sinceros com o povo. Sejam honestos os que pertencem a sociedade secretas e tenham a vergonha e honestidade de dar a cara e digam que pertencem a uma sociedade secreta", declarou.

"Estes 30 anos foram um grande trabalho. Não temos o direito de ser humilhados e agora estar a mercê de mentiras, e a região voltar para a Madeira Velha, ao estatuto colonial que tinha antes do 25 de abril", disse.

O líder madeirense voltou a salientar que optou por aumentar a dívida da região para "não parar a Madeira", que estava em dificuldades devido à política do governo do PS de José Sócrates.

"Coisinha de nada"

"Agora, porque precisam em Lisboa que se esqueçam o que os socialistas fizeram ao País - nunca houve um Governo tão incompetente, tantas dívidas por todo o lado -, a dívida da Madeira, que é uma coisinha de nada no meio das dívidas todas, é que é utilizada não é só pelos partidos da oposição, que não nos gramam, mas pelas tais sociedades secretas, da maçonaria, e se calhar há lá boa gente do PSD", apontou.

O presidente do PSD-Madeira destacou que a vitória é importante a 9 de outubro, argumentando que os madeirenses não se podem "deixar humilhar por Lisboa" e estarão a "dar esperança a todos os portugueses, que vão perceber que um pequeno território pode derrotar os grandes interesses de Lisboa".

Enunciando os seus principais objetivos, Jardim realçou como prioridade resolver a situação financeira da região, fazendo votos que o Governo da República, do PSD, "saiba tratar a Madeira como verdadeiros portugueses".

Garantiu ainda que não aceita "responsabilizar-me pela dívida de Lisboa, se Lisboa não se responsabilizar pela dívida da Madeira". Senão, disse, "Lisboa que trate da sua dívida que nós tratamos da nossa", assegurando: "O que não vai suceder é pagarmos mais só para fazer a vontade a Lisboa".

O discurso terminou com um pedido de "ajuda" neste momento em que "a dignidade dos madeirenses está a ser alvo de ataques vis de Lisboa".