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Jardim, afinal, é contra a independência da Madeira

Presidente do Governo Regional da Madeira garante que as suas palavras durante o jantar/comício do PSD-M de sexta-feira foram um desabafo contra os interesses financeiros e económicos do continente. (Veja vídeo SIC)

O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje que é contra a independência da região e que as suas palavras durante o jantar/comício do PSD-M na Camacha foram mal interpretadas, pois não passaram de um desabafo contra os interesses financeiros e económicos de Lisboa. Na sexta-feira, Alberto João Jardim atribuía o "barulho à volta da dívida" da Madeira alegadamente ao facto de "eles" [Continente] quererem "que nós não tivéssemos dívida, para ajudá-los a pagar a dívida deles, que é muito mais grave que a nossa, e queriam também que nós ficássemos sozinhos a aguentar os nossos problemas", declarou no jantar/comício do PSD-M realizado sexta-feira na freguesia da Camacha, no concelho de Santa Cruz. "Se Portugal vai resolver os problemas de todos os portugueses, vai ter que resolver os problemas dos portugueses do Continente e dos portugueses da Madeira, porque se há dois países - a Madeira e o Continente -, então dêem-nos a independência", acrescentou. O PSD/Madeira, liderado por Alberto João Jardim, venceu todas as eleições regionais com maioria absoluta disputadas na região autónoma desde 1976. Nas eleições do próximo dia 09 de outubro, o PSD aposta em mais uma vitória, embora num contexto que o próprio Alberto João Jardim considera "mais complicado" devido à situação financeira na região, com uma dívida de 5,8 mil milhões de euros, já assumida pelo Governo regional.