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Japão suspende caça à baleia na Antártida

Campanha agressiva dos ambientalistas da Sea Shepherd força Tóquio a interromper temporariamente a caça à baleia na Antártida, uma prática muito contestada.

Pedro Cordeiro (com agências)

O Japão suspendeu, temporariamente, a caça à baleia nas águas antárticas, na sequência de ataques da organização ecologista Sea Shepherd à sua frota. Segundo a Agência de Pescas japonesa, a atividade de pesca à baleia foi "paralisada" pela ação dos ambientalistas.

As autoridades nipónicas estão preocupadas com o navio "Nisshin Maru", cuja segurança querem garantir, e que foi interceptado pelos ativistas a 26 de janeiro. O regresso deste baleeiro à costa está previsto para março.

Campanhas ecologistas fizeram com que o número de baleias caçadas caísse de 507, no ano passado, para 30 a 100 na atual temporada.

A organização ecologista Greenpeace desvaloriza os argumentos de Tóquio, explicando que a decisão de suspender a caça à baleia se deve à fraca rentabilidade da frota, causada pela escassa procura de carne de baleia no Japão. O país garante caçar com fins científicos, mas os ativistas acusam-no de ter, na verdade, objetivos comerciais.