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IPO: Ambulâncias à porta com novo sistema de estacionamento

Novo sistema de estacionamento no Instituto Português de Oncologia obriga ao pagamento ao fim de meia hora de permanência no local. Ambulâncias dos bombeiros voluntários acumulam-se à porta.

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Perto de uma dezena de ambulâncias de bombeiros voluntários está parada junto à porta principal do Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, devido ao novo sistema de estacionamento que obriga a pagar ao fim de meia hora de permanência no local. 

O novo sistema de pagamento do estacionamento entrou hoje em vigor e gerou críticas dos bombeiros. Questionados sobre quem poderá pagar a fatura, são unânimes a responder: "Têm de ser os doentes".  

Paulo Agostinho, bombeiro de uma corporação voluntária junto da Lourinhã, disse que o novo sistema de estacionamento do Instituto Português de Oncologia foi comunicado na sexta feira. O bombeiro lembrou, por exemplo, que nos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, as ambulâncias continuaram com acesso gratuito ao estacionamento mesmo com a mudança da gestão dos parques de estacionamento. 

Bombeiros voluntários excluídos

No folheto com as informações, está prevista a gratuitidade do estacionamento para os regimentos de sapadores bombeiros, polícia, funcionários, Ministério da Saúde, dadores, agências funerárias, carros camarários, fornecedores e veículos autorizados.

Bombeiros de várias corporações, como Beja, Alcácer do Sal, Setúbal, Elvas e Albufeira, lembraram à Lusa que habitualmente ficam neste local entre as 9h e as 17h porque transportam os doentes para as consultas, o que normalmente não é feito pelos bombeiros sapadores. 

Os bombeiros estão indignados com o facto de outras viaturas, como os carros das agências funerárias, terem acesso gratuito ao parque de estacionamento e eles terem de pagar ao fim de meia hora. 

Na tentativa de chegar à fala com a administração, foi-lhes dito pelo secretariado que se estavam a cumprir ordens superiores, enquanto o responsável pela segurança do hospital caracterizou as ambulâncias como veículos civis.

Acesso condicionado e demorado

Os bombeiros também criticam a presença de dois agentes de autoridade: "Nunca costumam estar aqui e hoje estão para impedir o bloqueio da porta pelas ambulâncias". 

"Ai mãe, onde é que nós pomos os carros?", questionava um bombeiro de Beja, enquanto outro lembrava que os bombeiros não pagam portagens, mas agora têm de o fazer para entrar dentro dos hospitais. 

As mesmas fontes relataram a demora a percorrer uma pequena parte da rua Professor Lima Bastos, desde a entrada da Praça de Espanha até à porta principal do IPO. Houve um bombeiro que disse ter gasto 35 minutos num percurso com pouco mais de 500 metros. 

Sendo de fora de Lisboa, os bombeiros não têm onde estacionar as ambulâncias enquanto esperam pelos doentes. 

Contactado pela agência Lusa, uma fonte do conselho de administração do hospital remeteu esclarecimentos para mais tarde. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.