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Igreja demarca-se das acusações do bispo das Forças Armadas

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Palavras proferidas por Januário Torgal Ferreira "são declarações a nível individual" e não exprimem "o entendimento da Conferência Episcopal Portuguesa", diz o porta-voz da Igreja.

As acusações do bispo Januário Torgal Ferreira ao Governo, acusando-o de ser "profundamente corrupto", foram proferidas a "nível individual" e não em nome da Igreja, disse hoje à Lusa o padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.      

"São declarações a nível individual. Não está expresso o entendimento da Conferência Episcopal Portuguesa", sublinhou o padre Manuel Morujão, referindo-se às palavras proferidas pelo bispo das Forças Armadas.  

Na segunda-feira à noite, em declarações à TVI24, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, acusou o Governo liderado por Passos Coelho de ser "profundamente corrupto" e comparou "alguns" ministros a "diabinhos negros", por oposição aos "anjos" que integraram o anterior Executivo.  

Entretanto, na terça-feira, o ministro da Defesa desafiou o bispo das Forças Armadas a escolher entre a sua função de membro da Igreja ou a de comentador político e a apresentar na Procuradoria-Geral da República "os factos que fundamentam" as suas declarações.   

"Eu espero que o senhor bispo tenha apresentado na Procuradoria-Geral da República os factos que fundamentam essa declaração, até porque o senhor bispo deve obediência às regras da Igreja e o falso testemunho é matéria que não obedece às regras da Igreja", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.