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Homossexuais regressam ao exército dos EUA

É o resultado de uma nova lei aprovada em dezembro no Congresso que hoje entra em vigor. O Pentagóno já começou a aceitar alistamentos.    

Paulo Gaião (com agências) (www.expresso.pt)

O Governo norte-americano deve  levantar hoje a proibição de os homossexuais ingressarem nas Forças Armadas. É o fim de uma medida que data de 1993 e levou à expulsão de mais de 13 mil soldados.

O chefe do Pentágono, Leon Panetta, vai dar nas próximas horas uma conferência de imprensa para revelar mais pormenores sobre a nova legislação. Mas a secretaria de Defesa norte-americana  já começou a aceitar o alistamento de homossexuais.

Em dezembro passado, o Congresso aprovou a lei que efetivamente revogou a política conhecida como "Don't ask, don't tell" ("não pergunte, não conte"), que só permitia aos homossexuais perman ecerem no Exército norte-americano se silenciassem a sua orientação sexual.

Segundo um estudo do Instituto Williams, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), há 48.500 homens e mulheres homossexuais e bissexuais em serviço ativo ou na reserva das Forças Armadas dos EUA.  

Outros 22 mil estão nas forças de reserva ou aposentados. No total, são mais de 70.500 homossexuais, que representam 2,2% da força militar dos EUA, segundo refere o estudo.

Grupos defensores dos direitos humanos em todo o país preparam celebrações para festejar a entrada em vigor da nova lei.