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Hague elogia posição portuguesa sobre o Médio Oriente

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, discute a questão palestiniana com homólogo britânico e com Catherine Ashton.

Filipe Santos Costa, em Nova Iorque (www.expresso.pt)

Paulo Portas esteve hoje reunido com o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, e deverá ainda reunir-se com a representante da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, para abordar a questão da Palestina, o tema mais quente da Assembleia Geral da ONU, cujos trabalhos começaram hoje em Nova Iorque. No encontro bilateral com Hague, o representante da diplomacia britânica elogiou, segundo o Expresso apurou, a fórmula encontrada pela diplomacia portuguesa para a questão do processo de paz do Médio Oriente: "Tudo pela Palestina, nada contra Israel". Um elogio que sensibilizou a diplomacia portuguesa, mas que também é um bom sintoma do impasse em que está o processo de paz do Médio Oriente: só assim se compreende que uma frase tão ambígua possa parecer tão acertada.

Na terça-feira, pelo meio de uma maratona de encontros bilaterais, Portas estará na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, terá como tema a "bomba relógio" que está anunciada para a próxima sexta-feira: o pedido de reconhecimento da Palestina como Estado-Mebro da ONU, que será apresentado pela Autoridade Palestiniana ao Conselho de Segurança. A reunião de terça-feira dos Vinte e Sete será o momento para Ashton dar conta dos seus esforços no sentido de procurar uma resposta única, que agrade a todos os membros da União, conforme Lisboa tem defendido.

"Os países europeus têm evitado pronunciamentos unilaterais, e acho que essa precaução é útil"

"Portugal é dos países que mais defende que a UE possa e deva ter uma atitude comum, uma voz consensual, e por isso mesmo ouvida e respeitada no sentido de aproximar posições para que seja possível um verdadeiro processo negocial no médio oriente, onde são condições absolutamente básicas a consciência de que só haverá uma solução estável com dois estados, e de que a segurança de Israel é uma matéria muito relevante", disse o MNE, num breve encontro com jornalistas portugueses.

Portas recusou-se a adiantar qual será a posição de Portugal caso a UE não se entenda sobre uma postura comum. "Os países europeus têm evitado pronunciamentos unilaterais, e acho que essa precaução é útil. Se a UE falar a uma só voz, é ouvida e influente, se cada país falar por si, provavelmente será menos ouvido e será menos influente."