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Guimarães 2012: João Serra será presidente da Fundação até julho de 2013

Presidente da Fundação Cidade de Guimarães diz estar "disponível" para discutir uma alteração dos salários do conselho de administração desde que esta assente num "critério válido".

O presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra, revelou que só estará no cargo até julho de 2013 e afirmou estar "disponível" para "discutir" uma alteração dos salários do conselho de administração desde que esta assente num "critério válido". Os estatutos da Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade encarregue da programação cultural da Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012, estipulam a duração da Fundação até ao ano de 2015. No entanto, na sexta-feira, João Serra revelou à Agência Lusa que foi "ponto assente" quando aceitou ocupar o cargo de presidente do concelho de administração da Fundação que cessaria funções em 2013. "Assumi este cargo com o compromisso do deixar em meados de 2013, assim como os restantes membros do meu conselho de administração", disse. João Serra justificou esta decisão com o facto de "estar convicto que por volta dessa data será possível ter já cumprido a função exigida ao conselho de administração da Fundação, levar a cabo a programação da Capital Europeia da Cultura". Uma vez "entregue a pasta", explicou, "caberá aos fundadores da Fundação decidir sobre o fim ou manutenção desta". Confrontado com a proposta do PSD de Guimarães para que os salários do conselho de administração sejam revistos, João Serra garantiu "novamente" estar "disponível" para "discutir" a questão.

Serra quer "critério válido"

O líder social-democrata vimaranense, André Coelho Lima, explicou à Lusa que "no entendimento do PSD o salário do presidente da Fundação não deverá exceder a remuneração auferida pelo titular máximo da pasta da cultura", atualmente o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Serra afirmou compreender a proposta realçando, ainda assim, que "não faz sentido". "O secretário de Estado da Cultura não é um critério para uma função que não é política e que se esgota num prazo definido", considerou. O responsável pela CEC Guimarães 2012 explicou que "atualmente o critério em vigor é o da igualdade entre o presidente da FCG e o presidente da CEC Porto 2001", critério "razoável" para Serra uma vez que "não há nenhuma razão para que Guimarães 2012 tenha menos do que teve o Porto em 2001". No entanto, João Serra deu conta que "uma alteração dos salários tem que assentar num critério válido" avisando que "há pessoas que foram contratadas com base num determinado critério que aceitaram e é, por isso, preciso perguntar-lhes se aceitam uma alteração de critério".