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Grécia: segunda tentativa para formar Governo fracassou

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Pasok anuncia encontro inconclusivo com o Syriza, partido encarregue de assegurar uma coligação governamental depois do fallhanço das negociações encabeçadas pela Nova Democracia.

O dirigente dos socialistas moderados gregos do Pasok, disse hoje que vai ser mandatado para uma terceira tentativa de formar um Governo de coligação na Grécia, antecipando desta forma o falhanço dos contactos do líder da esquerda radical.

"Vou receber um mandato [do Presidente Carolos Papoulias para formar um governo] e prosseguir o esforço nacional, declarou Evangelos Venizelos após um encontro inconclusivo com o líder da coligação da esquerda radical, Syriza, Alexis Tsipras, o segundo líder partidário a tentar garantir uma coligação governamental após as eleições de domingo.

"Após a nossa discussão com Tsipras concluímos que não podemos atualmente alcançar uma solução precisa, e assim, com o mandato que receberei amanhã [quinta-feira], vou prosseguir os esforços para formar um governo de esperança, de segurança e de perspetiva", acrescentou Venizelos.

"Não é possivel maioria contra austeridade"

Alexis Tsipras anunciou que renuncia a formar um governo de coligação, por não ser possível encontrar uma maioria "para um governo de esquerda" contra a austeridade.

"Não podemos realizar o nosso desejo de um governo de esquerda, não há maioria. Amanhã vou entregar o mandato confiado pelo Presidente da República e vamos continuar a participar nos procedimentos previstos pela Constituição", afirmou Tsipras perante o seu grupo parlamentar, depois de se ter encontrado com todos os chefes dos partidos gregos.

Novas eleições?

Antes de Tsipras, o chefe dos conservadores, Antonis Samaras, o primeiro a tentar formar um governo após o seu partido ter vencido o escrutínio mas sem maioria absoluta, disse na segunda-feira após uma breve ronda partidária que não tinha garantido as condições para formar um executivo de coligação.

De acordo com a Constituição, cabe agora ao terceiro partido mais votado, o Pasok, a responsabilidade de uma última ronda para garantir uma aliança governativa.

Caso Venizelos também fracasse, o Presidente deverá convocar todos os partidos para uma última tentativa de formar um "governo de unidade nacional", e antes de ser forçado a convocar novas eleições antecipadas, e que devem realizar-se no prazo de um mês.